domingo, 10 de junho de 2012

CARTA COMPROMISSO A POPULAÇÃO DE VALPARAÍSO DE GOIÁS


Querida população de Valparaíso de Goiás, o Partido Socialismo e Liberdade vem em publico apresentar seus pré candidatos que irão pleitear seu voto no próximo período eleitoral de outubro.
O Psol reafirma seu compromisso junto a sociedade de enfrentar corruptos e corruptores, que há anos usurpam o erário público; e se apresentar enquanto alternativa independente e autônoma, capaz de dialogar com a classe trabalhadora soluções viáveis e possíveis junto a nossa cidade tão carente de tudo.
O Psol se apresenta enquanto oposição ao Governo Leda Borges e Marconi Perillo, visando o projeto nefasto do PSDB/DEM para Valparaíso de Goiás e nosso estado de Goiás. Somos também oposição ao PT de Agnelo e Lucimar, por ter em sua base aliada figuras que já administraram a cidade e foram responsáveis diretos pelo verdadeiro caos que se encontra nosso município, como Zé Valdécio, Fernando Pádua e Juarez Sarmento. Portanto, o Psol apresenta o nome de Vargas Alves como nosso pré candidato a Prefeito, demonstrando independência e autonomia partidária para realizar um debate amplo e qualitativo acerca de questões tão importantes a sociedade.
O Psol 50 irá defender junto à população de Valparaíso de Goiás:
·        Fim do monopólio da empresa Anapolina na concessão do transporte coletivo;
·        Municipalização da água;
·        Instalação de internet banda larga gratuita a toda população;
·        Instalação do programa Saúde em casa;
·        Implantação da educação integral;
·        Implantação do Orçamento participativo;
·        Criação da guarda municipal.
Isso é o PSOL, um partido autentico, corajoso e verdadeiramente voltado as questões da população visando sempre o bem estar coletivo.
Por isso filie-se ao PSOL. Venha somar conosco na consolidação de uma sociedade mais justa e igualitária!


Weslei Garcia
Presidente do Psol


sexta-feira, 9 de março de 2012

CASO DE DESVIOS NO IPASVAL NÃO É ALGO NOVO

Dirijo-me especialmente a todos servidores públicos municipais para chamar a atenção para os acontecimentos dos últimos tempos. O caso IPASVAL. Em uma ação única e inédita na história de nosso ainda recente município houve uma intervenção judicial em uma entidade publica no caso uma autarquia, no intuito da moralização da entidade e imediato afastamento e prisões de suspeitos em dilapidar nosso erário. O caso foi tão absurdo que o Excelentíssimo Juiz de Direito Rodrigo Rodrigues Prudente sentenciou no ultimo dia 19 de fevereiro, o imediato afastamento do então Superintendente do IPASVAL José Ayres Lopes Filho, e nomeou interinamente Olizia Alves de Mattos Silva, Presidente do SINDSEPEM/VAL, como nova Superintendente tendo totais poderes para nomear e exonerar servidores do quadro para atribuições junto à autarquia. Fato esse que demonstra uma verdadeira vitória da categoria dos servidores e trabalhadores de nosso município.A direção do SINDSEPEM/VAL teve uma postura firme, correta, autônoma e intransigente na defesa dos direitos dos trabalhadores e na questão da coisa publica, desnudando um verdadeiro esquema que vinha por tempos usurpando os cofres daqueles que sonham um dia gozar de uma aposentadoria saudável e tranqüila.Cabe ressaltar que denuncias de desvios de verbas do IPASVAL não é algo novo. Desde a primeira gestão municipal de Valparaíso que desencadeiam várias ações individuais de servidores e de conselheiros no intuito de pedir total averiguação por parte de nossas autoridades para sanar problemas oriundos de corrupção. Entretanto nada ainda havia sido feito.Eu mesmo enquanto Conselheiro do então FUNPREV encaminhei ao Ministério Publico e a Câmara Municipal no dia 17 de setembro de 2007, um pedido feito com base à auditoria feita pelo Ministério da Previdência, processo de nº MPS 44000.001453/2005-41, a imediata instauração de providencias e de uma CPI para investigar denuncias graves de ingerência e desvios de R$ 377.854,12 (Trezentos e setenta e sete oitocentos e cinqüenta e quatro reais e doze centavos) junto ao fundo previdenciário de Valparaíso de Goiás. O documento tratava de apropriação indébita na gestão Zé Valdécio. Na época o município havia perdido a Certidão de Regularidade da Previdência, CRP, o que impedia o município de receber algumas verbas federais. Portanto, lesar nosso patrimônio publico não é algo novo na gestão atual. Esteve presente em todas as administrações que passaram por Valparaíso de Goiás. Seja Leda, Zé Valdécio ou Juarez Sarmento.Pelas razões alegadas e, principalmente, pela ação do SINDSEPEM/VAL, o PSOL registra total e irrestrito apoio e solidariedade a essa direção autônoma, independente e coesa. O Partido Socialismo e Liberdade reafirma também sua oposição a todos que durante anos dilapidam nosso patrimônio, usurpando o erário para fins escusos e contrários ao bem público comum. Por isso, somos oposição às gestões Leda Borges, Zé Valdécio, e todos que estejam juntos enquanto base de sustentação desse violento esquema de degradação de nossa cidade.Continuaremos atentos as ações onerosas da atual gestão em detrimento a nossa cidade. E denunciaremos sempre quem quer que seja no intuito de sanarmos a apurarmos os desmandos desse grupo político que se instaurou desde a emancipação.O PSOL legitima cada vez mais seu posicionamento firme em defesa de nossas bandeiras de lutas em prol do trabalhador e por uma sociedade mais feliz e justa para morarmos.Um grande abraço!Weslei GarciaPresidente do PSOL Valparaíso de Goiás.

quarta-feira, 7 de março de 2012

História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

UM ALGUÉM ESPECIAL

Letícia abriu os braços o máximo que pôde. Tudo
para sentir melhor aquela brisa suave e gostosa cortando
seu rosto.
Apenas com uma camisola de seda azul, leve
com os cabelos encaracolados loiros, soltos, batendo
em seu rosto, a moça voava, mergulhava no vazio sedutor
do céu azul e se alegrava ao ver todas aquelas
nuvens viajarem ao seu lado.
Letícia não entendia o porquê, e também nem
queria saber, mas o inusitado é que ela estava inexplicavelmente
voando como um pássaro, rasgando os
céus daquele estonteante e ensolarado dia.
Seu semblante era mais alvo do que algodão, e
estava tão irradiante quanto aquele sol, que insistia
em lançar cada vez mais forte seu brilho e sua luz.
Naquele instante Letícia era, sem sombras de
dúvidas, a mulher mais feliz e realizada do mundo.
No meio daquele cenário de pureza, leveza e extrema
sensação de paz, uma voz, de eco fraco, surgiu
longínquo pelo horizonte:
– Letícia! Letícia!
Aquela incômoda voz, e ao mesmo tempo familiar,
ia se tornando mais evidente e mais clara, enquanto
o chamamento se repetia e seu tom se intensificava:
Capí t u lo 0 1
“A TRAIÇÃO”
Weslei G arcia
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– Letícia! Letícia!
De repente, o que era uma voz distante se torna
um grito em bom tom:
– Letícia!
– Hã? O quê? Perguntou Letícia ao abrir os olhos
e vê seu marido, Gilberto, lhe acordando:
– Meu bem! Estava em um sono profundo,
hein?
– É, eu tive um sonho maravilhoso.
– Sonhou comigo meu bem?
– Não, seu engraçadinho! - Beija Gilberto. E completa:
– Eu sonhei que podia voar.
– Voar? Interessante querida. disse Gilberto e
ainda completou:
– Venha, vamos tomar o café.
Em seguida, Gilberto beija Letícia, e desce para
o café. Letícia ainda deitada em sua cama, estava bastante
pensativa. Não parava de se recordar daquele
belo sonho que tivera:
– Ah! Que pena ser apenas um sonho! Um lindo
sonho!
Na mesa do café da manhã, estavam sentados
os dois filhos de Gilberto e Letícia: os jovens, Mateus,
17 anos, estudante do 3º ano secundário e sua irmã,
Priscila, 15 anos, cursando o 1º ano.
De repente Letícia chega, deseja bom dia aos filhos
e beija-os antes de sentar-se a mesa.
Letícia, que acabara de tomar seu banho matinal,
vestia uma roupa leve e estava com os cabelos amarrados.
Ela se virou ao filho mais velho e lhe questionou
sobre sua avaliação.
– Mateus, você tem prova hoje né?
Um A lguém E special
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Mateus respondeu de prontidão:
– Tenho sim, no último tempo. De química.
– De química? E você estudou, meu filho?
Com um sorriso discreto, como de quem dizia
não com palavras, mas com o olhar que nem chegou
perto dos livros, Mateus atendeu a mãe:
– Claro, mãe!
Em seguida, Gilberto disse:
– Bem, já vou indo, aqueles que desejam carona,
levantem e venham.
– Opa! Já estou indo. - disse Mateus enquanto
bebia rapidamente seu suco de caju.
– Até logo, mãe! - disse Priscila ao beijar Letícia.
Outro que também se despediu de Letícia foi
Gilberto:
– Amor, o que fará hoje?
– Vou sair com Matilde. Vamos ao shopping.
– Até mais tarde, meu bem. Depois te ligo, e
juízo hein!
Letícia sorri, beija o marido e responde a sua
brincadeira:
– Seu tolinho! Só tenho olhos para você, meu
querido
– Eu também sou louco por você. Até mais tarde.
Dessa maneira, Gilberto e seus filhos saem e deixam
Letícia só e pensativa.
Era o retrato de uma família perfeita. Letícia vivia
em completa harmonia com os filhos e o sempre
atencioso e carinhoso Gilberto.
Na entrada da escola, Gilberto recomenda aos
filhos ainda dentro do carro:
– Mais tarde o Onofre pegará vocês, tudo bem?
Weslei G arcia
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– Legal, pai. - disse Mateus.
– Beijos, pai! - exclamou Priscila, que em seguida
sai com seu irmão do carro.
Ao descerem, Mateus e Priscila se encontraram
com Frederico, 19 anos, aluno do 3º ano, colega de
classe de Mateus:
– Como vai, Mateus? - perguntou Frederico.
– Oi, Fred! - respondeu Mateus fazendo referência
a seu apelido.
– Oi, Fred! - disse desconfiada Priscila.
Mateus estava bastante preocupado com seu
exame de química:
– E aí, Fred, você estudou para a prova do Pedrosa?
– Nada. Nem peguei nos livros. E você?
– Tá brincando! Eu nem sei para que lado começa
a química? He he... – brincou Mateus.
Priscila fica chocada com o que ouve. A moça comenta
sobre a conversa do irmão com Fred:
– Que absurdo! Desse jeito vocês irão acabar reprovando
com o Pedrosa.
Fred tenta reverter a situação a favor de Mateus:
– Não se preocupe Priscila, seu irmão e eu vamos
nos sair muito bem nessa prova. Eu garanto. Eu
tenho um jeitinho para isso.
– Legal! – Diz Mateus.
– Bem, eu vou indo. Tenho aula de literatura com
a senhora Rose. Até mais - disse Priscila que sai em
seguida.
Mateus pergunta a Fred:
– Que jeito é esse Fred?
– Eu estou com as respostas aqui parceiro.
Fred mostra algumas “colas” feitas por ele. MaUm
A lguém E special
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teus fica bastante entusiasmado ao vê-las:
– Bacana!
Enquanto isso, na fábrica de tabaco “Mesquita”,
uma das maiores do país, chegava Gilberto Mesquita,
sócio majoritário, dono de 75% das ações da empresa.
Ele é logo recepcionado por Rodrigo Aguiar, seu
sócio, detentor de 25% restantes:
– Bom dia, Gilberto.
– Bom dia, Rodrigo. Soube que sua esposa vai
sair com a Letícia hoje?
– É verdade, Matilde comentou que iriam ao
shopping.
– E temos alguma novidade?
– Na verdade sim, Gilberto. Aqueles protestantes
estiveram aqui novamente e fizeram o maior tumulto.
– Não me diga que aquela...
– Se está se referindo a petulante da Fernanda,
ela esteve aqui sim, e mais uma vez liderou o movimento
antitabagismo aqui, em nossa fábrica.
– Maldição! – esbravejou Gilberto. – Ela insiste
em me irritar Rodrigo, sempre com aquelas acusações
sobre a morte da velha mãe.
– É, eu sei. Ela alega que foram nossos produtos
o fator culminante para a dependência da mãe, e sua
conseqüente morte.
– Um absurdo!
– Ah! Eu ia me esquecendo. Aquela moça, a tal
Suzane do Prado, ligou umas três vezes só hoje.
Gilberto esbugalhou o olhar.
– Suzane? Ligou a que horas?
– Não me lembro ao certo, mas parecia ser algo
muito importante. Ela foi bem insistente. Rodrigo se
retirava da sala e se despediu:
Weslei G arcia
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– Bem, irei para minha sala, qualquer coisa me
chama.
– Obrigado, Rodrigo.
Gilberto espera Rodrigo sair de sua sala, e liga
em seguida para Suzane de seu celular:
– Alô! Suzane?
– Oi, meu amor! Responde a moça do outro lado
da linha.
– Eu já não te orientei para não ficar ligando aqui
na empresa? Toda vez que quiser conversar, ligue no
meu celular pessoal, entendeu? Ou quer que Letícia
descubra tudo?
– Eu sei amor, me desculpa, eu não queria te incomodar.
É que bateu uma saudade de você. Podemos
nos ver hoje?
– Não sei, Suzane, hoje tá meio complicado...
– Por favor, Gilberto, só umas horinhas. Eu preciso
muito te ver.
– Está certo, hoje, às oito horas no mesmo lugar.
– Perfeito! Te espero lá.
– Então, até mais.
– Beijo, meu lindo. Já estou ansiosa.
Gilberto desliga o celular. Suzane, assim que terminou
a conversa com seu amante, ligou em seguida
para Rodrigo:
– Oi, amor!
– E aí Suzane, marcou com ele?
– Sim, meu bem, iremos nos encontrar às oito.
– Ótimo, paixão. Em breve, o idiota do Gilberto
passará uma procuração à você. E eu arrancarei até
a última moeda dele. Eu vou acabar com o poderoso
Gilberto Mesquita!
Um A lguém E special
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Enquanto isso, num shopping da cidade, Letícia se
encontrava com a amiga Matilde, esposa de Rodrigo.
– Oi, Letícia, como vão as coisas?
– Estão bem Matilde, tudo do mesmo jeito, você
sabe né?
– Sei. E você e o Gilberto?
– Tenho me esforçado muito para ficarmos
bem, mas a cada dia que passa o Gilberto parece estar
mais distante. Apesar de carinhoso, eu não consigo
entendê-lo.
– Deve só ser uma fase passageira, amiga. O Gilberto
é completamente apaixonado por você. Com toda
certeza isso logo estará restabelecido. Dê um tempo a
ele, talvez o Gilberto só esteja meio cansado da rotina.
– Talvez você tenha razão, Matilde. Às vezes, eu
sufoco demais o Gilberto e eu sei reconhecer isso.
– Bem, vamos fazer compras? O que acha?
– Excelente idéia. Vi uns vestidos lindos...
E assim, as duas saem pelas vitrines das lojas
conversando alegremente.
Já na saída da escola “Savonetti”, Mateus comentava
com Fred sobre seu rendimento na avaliação
do Pedrosa:
– Cara! Se não fosse você, eu teria me dado super
mal na prova do Pedrosa. Aquele lance de “carbonos e
cadeias”, eu nem sei para que rumo “aquilo” vai!
– Viu como todas as questões que eu havia copiado
para gente caíram na prova?
– Pois é, legal “pacas”.
– Então, Mateus, deixa eu te dizer, hoje vai rolar
o maior festão lá na casa do Rodolfo Paiva, aquele que
se formou no ano passado. Lembra?
– Claro que me lembro dele. Era do terceiro “c”.
Weslei G arcia
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– Ele mesmo. Fiquei sabendo que vai ter bebida
e comida a vontade, além de muita gatinha, é claro. E
aí, tá afim de aparecer por lá?
– Bacana Fred, topo sim.
– Posso te pegar às nove?
– Fechado, Fred, te espero lá.
Fred monta em sua moto Suzuki de cor preta metálica,
e vai embora. Mateus espera pela irmã e por Onofre.
O mordomo da família Mesquita chega na escola, espera
também por Priscila, e todos vão embora em seguida.
Ao anoitecer, Gilberto chega de carro num motel
meio afastado da fábrica.
Ao sair do carro e entrar em um dos quartos do
estabelecimento, se depara com Suzane estava à sua
espera, deitada na cama d’água, apenas com uma minúscula
lingerie de renda preta e saltos altos:
– Oi, meu gato! Estou morta de saudades de
você.
A moça começa a agarrar Gilberto e a tirar suas
roupas. Ele não resiste as investidas de Suzane, muito
sensual, e fazem amor.
Na residência dos Mesquitas, Letícia acabava de
chegar de seu passeio ao shopping, quando esbarrou
em Mateus, que ia saindo:
– Vai sair Mateus?
– Oi, mãe, vou sair com o Fred. Ele já está na portaria
à minha espera.
– E onde meu filhote vai? Posso saber?
– Claro mãe, vamos a uma festa na casa de um
colega que terminou o colegial no ano passado.
– Então juízo e se divirtam!
– Pode deixar mãe – Mateus beija a mãe e sai em
seguida.
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No portão, ele cumprimenta Fred montado em
sua Suzuki:
– E aí, cara!
– E aí, Fred! Então vamos?
– Na hora que quiser.
– Então, sobe aí.
Fred entrega um capacete para Mateus, que sobe
na garupa e os dois saem em seguida.
Ao chegarem no local da festa, Fred e Mateus são
recepcionados pelo anfitrião da noite, Rodolfo Paiva,
19 anos, cursando o 1º semestre de Educação Física
numa faculdade privada:
– Olá gente, sejam bem vindos!
Fred fez as apresentações:
– Acho que já se conhecem. Esse é Rodolfo Paiva,
dono dessa festança. Esse é Mateus, um brother meu.
Ambos se cumprimentaram. Rodolfo fez as honras
da casa:
– Fiquem à vontade. A bebida é só pegar na geladeira.
Só tomem cuidado pra não pegarem o “tesão de
vaca”. Essas eu preparei especialmente para as gatinhas.
Fred e Mateus fazem uma breve pausa demonstrando
certo desconforto, mas Rodolfo quebra o gelo:
– Brincadeirinha, gente! Eu ainda não coloquei
os remédios em bebida nenhuma.
Rodolfo sai para dançar, e deixa Mateus intrigado:
– Tesão de vaca? O que é isso Fred?
– Não conhece tesão de vaca? De que mundo
você é? É um remédio para deixar a mulherada doidinhas
para transar.
Mateus comenta meio sem graça:
– Ah!
Já se passavam da meia noite quando Gilberto
Weslei G arcia
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falou com Suzane ainda no motel:
– Já está tarde, preciso ir.
– Ah não, Gilberto. Dorme comigo, só essa noite.
– Você enlouqueceu? Esqueceu que sou casado?
– Está bem – concordou Suzane enquanto beijava
Gilberto e se despedia:
– Obrigada pela noite!
– Até logo!
Assim que Gilberto deixa o motel, Suzane liga
para Letícia que já estava deitada à espera do marido.
Após tocar incessantemente, Letícia acaba acordando
e atendendo ao insistente chamado:
– O seu marido, Gilberto Mesquita, acabou de
sair de meu quarto. Fizemos amor duas vezes. Foi tão
bom!
– Quê? – Letícia arregala os olhos estarrecida
com o que ouvia. – Quem está falando?
Suzane desliga o telefone e cai na gargalhada, já
Letícia fica assustada:
– Quem será? Que brincadeira de mau gosto é
essa?
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Revoltada, Letícia salta da cama e começa a andar
pelo quarto:
– Será que aquele cafajeste teve a coragem de fazer
isso comigo? Cachorro!
Na casa de Rodolfo Paiva, Mateus observava
próximo a piscina Fred, Rodolfo e um outro rapaz, todos
os três fumando. Ele se aproxima dizendo:
– Oi, gente!
Fred respondeu cordialmente:
– E aí, Mateus! Tá afim de um baseado?
– Baseado?
– É cara, maconha. Nunca experimentou?
– Na verdade, não.
– Sério?Então demorou, dá um trago vai.
– Não sei...
– Qual é cara? Vai dar uma de mariquinha? É só
um traguinho, o que tem de mais nisso?
Rodolfo interrompe dizendo:
– Deixa o cara Fred, ele é daqueles “mané”.
– Pára Rodolfo, o cara vai amarelar e tu tá dando
força? – estigou o arrogante Fred.
Rodolfo comenta sem jeito:
– Você é quem sabe.
C a p í t u l o 2
“A NOTÍCIA”
Weslei G arcia
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– Toma aí, cara, dá um trago. – disse Fred ao entregar
para Mateus um cigarro de maconha.
Mateus apanha-o meio inseguro se queria mesmo
fazer aquilo:
– Certo...
Em seguida, Mateus dá um trago forte e, tossindo
bastante, acaba arrancando risadas de todos.
– Que mané! – debochou Fred, que ainda completou.
– Tenta outra vez, mané.
– Tá, tá. – disse Mateus dando uma segunda tragada,
desta vez com êxito.
Agora Mateus foi cumprimentado e celebrado por
todos. De repente, em meio as tragadas e piadas, Fred
sugeriu a todos:
– O que vocês acham de colocarmos aquelas “bebidas”
para as menininhas?
– Ótima idéia! – concordaram todos.
Mateus, aéreo, sob o efeito da “marola”, ria e concordava
com tudo. Eles entraram na cozinha e prepararam
as bebidas. As garotas, presentes na festa, beberam
bastante, e mais tarde cada uma acabou em algum
quarto da casa, dopadas pelas bebidas, mas sem serem
forçadas, transando com um dos meninos. Rodolfo
com Lia, Fred com Madalena e Mateus com a jovem
Amanda.
Nesse instante, Gilberto acabara de chegar em
casa, sendo surpreendido por Letícia ainda acordada:
– Onde esteve durante toda a noite, Gilberto
Mesquita?
– Letícia? Ainda acordada?
– Você ainda não me respondeu, Gilberto. Onde
esteve?
– Em uma longa reunião com o Rodrigo?
Um A lguém E special
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– Mentira! Eu já liguei para Matilde e ela confirmou
que há horas o Rodrigo chegou em casa.
Letícia fica transtornada com a mentira de Gilberto,
e parte para cima dele com tapas e berros:
– Uma desqualificada me ligou, já altas horas da
noite, dizendo que havia acabado de fazer amor com
o maior ordinário da paróquia! Você seu cretino!
– Acalme-se, Letícia.
Gilberto, para conter a mulher, que estava descontrolada,
acaba dando-lhe dois tapas no rosto.
Com o segundo tapa, Letícia é jogada na cama, devido
a força de Gilberto. Ela põe a mão sobre a face, e
esperneia ainda mais alto:
– Você me bateu! Além de me trair, ainda me
bate! Seu troglodita! Calhorda!
Nervoso, Gilberto acaba perdendo a cabeça, e
deita por cima de Letícia a fim de controlá-la. Na medida
que ela relutava, Gilberto se vê na necessidade
de usar a força e acaba por esbofeteá-la ainda mais.
Letícia gritava e chorava bastante, enquanto
Gilberto liberava toda sua fúria em seus tapas que
aplicava na própria esposa.
Próximo das cinco horas da manhã, Mateus
chegou bêbado e drogado em casa. Para não acordar
ninguém, ele caminhava como um ladrão, sem fazer
nenhum barulho, mas muito tonto, conseguiu com
certa dificuldade chegar em seu quarto, e sem retirar
a roupa, desabou em sua cama.
Uma hora mais tarde, amanhece aquele estranho
e novo dia, deixando para trás uma tenebrosa noite.
Gilberto acorda bem cedo, e parecendo sentir remorso
pelo que fizera a Letícia, sai rapidamente do
quarto, deixando-na acordada. Deitada em sua cama,
Weslei G arcia
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ela estava com um olhar amedrontado e longínquo.
Sozinha em seu quarto, a moça começa a chorar em
silêncio. Com o semblante sério, apenas uma única lágrima
escorre pelo seu rosto marcado pela violência e
estupidez do marido. Ela ainda não conseguia acreditar
no que acontecera na noite passada.
Na mesa do desjejum matinal, Gilberto, visivelmente
sem graça, perguntou a filha:
– Onde está o Mateus?
– Ainda não o vi, pai. Deve estar dormindo.
– É melhor eu acordá-lo antes que se atrase para
a aula.
– E a mamãe?Ainda dorme? – perguntou Priscila.
– Sua mãe? Ela estava muito indisposta, então
resolvi deixá-la descansar um pouco mais. Depois
peço ao Onofre que vá despertá-la.
Gilberto toma um pouco de suco de maracujá,
levanta-se da mesa e sobe para o quarto do filho mais
velho. Ao abrir a porta, ele chama por Mateus:
– Mateus, meu filho, levante-se, vamos. Já é hora
de acordar.
Mateus, ao ouvir a voz do pai, abre lentamente
os olhos, e sem nem ao menos mexer a cabeça, responde
com a voz traquejada:
– Pai!
– Você vai acabar se atrasando, meu filho. Não
irá faltar aula, né?
– Pai, eu vim de uma festa e acabei passando a
noite com uma tremenda gata. Tô “morgado”.
Gilberto solta um sorriso amarelo de orgulho
pelo que acabara de ouvir de seu filho:
Um A lguém E special
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– Se é por uma boa causa pode deixar, filhão. Na
escola, eu darei um jeito.
Mateus agradece feliz:
– Valeu, pai. Sabia que iria compreender.
Na fábrica de tabaco, a sala de Rodrigo é literalmente
invadida por Fernanda, filha de uma ex-funcionária
da empresa, esta supostamente morta por enfisema
pulmonar. Rodrigo se ira com sua presença:
– O que faz aqui? Quem deixou você entrar?
– Quero falar contigo e com seu sócio.
– Fernanda Lopes? Só poderia ser você mesma.
O Gilberto ainda não chegou para trabalhar. Mas, se
eu puder ajudar...
– Vocês mataram minha mãe.
– Que bobagem é essa que diz? Sua mãe morreu
vítima de uma doença.
– Não, eu sei que foram vocês. Ela morreu misteriosamente
dez dias depois que havia descoberto algo
ilícito sobre a empresa.
Rodrigo se assusta:
– De que está falando? Não tem nada de misterioso
na morte de sua mãe, ela fumava compulsivamente,
e faleceu por enfisema pulmonar. Eu entendo
seu rancor e seus sentimentos de perda e dor,
mas, receio avisá-la que essas insinuações que faz,
poderá lhe causar danos. Poderá ser processada por
calúnia e difamação.
Gilberto entra na sala:
– O que está acontecendo aqui? É você novamente,
Fernanda? Sempre nos causando problemas. Achei que
a empresa já tinha pago tudo que sua mãe tinha direito.
– Não estou atrás de dinheiro, quero justiça.
– Justiça? De que está falando?
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– Você e esse outro calhorda são os principais
motivos da morte de minha mãe, e eu não irei descansar
enquanto não provar que ela foi assassinada
e colocá-los numa cadeia.
Gilberto, de maneira contundente e gesticulando
bastante, alertou a jovem que estava muito alterada:
– Sua insana! Como ousa nos acusar de algo tão
grave? Saia imediatamente de nossa fábrica, ou serei
obrigado a chamar a polícia.
– Não será necessário, já estou de saída.
Fernanda sai como um foguete da sala de Rodrigo,
o que causa uma certa insatisfação em Gilberto:
– Como essa desvairada conseguiu passar por
nossa segurança e entrar aqui?
– Não tenho a menor idéia, Gilberto. Essa é uma
incógnita também para mim.
Gilberto tranca a porta da sala e comenta em voz
baixa:
– Ela fez acusações graves, Rodrigo. Será que
sabe das mercadorias?
– Não sei dizer, Gilberto. Só se aquela maldita
velha resolveu contar antes de morrer.
– Então descubra se Margareth Lopes contou alguma
coisa para essa neurótica.
– Deixe comigo, Gilberto.
– E, Rodrigo, me responda uma coisa.
– Diga, Gilberto.
– Letícia resolveu me causar alguns problemas.
Talvez eu tenha que sair um pouco mais cedo para resolver
isso. Posso confiar a fábrica nas suas mãos?
– Tudo bem, Gilberto, eu seguro as pontas por
aqui. Tem só mais uma coisa.
Um A lguém E special
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– O que é?
– É sobre aquela “encomenda”.
– Sei, sei. E Mangaveira quer para quando?
– Amanhã à noite.
– Vou providenciar isso agora mesmo. Caso
Mangaveira volte a te procurar, peça que ligue em
meu celular.
– Deixa comigo, Gilberto.
Gilberto sai apressadamente da sala e deixa Rodrigo
bastante pensativo:
– Vou dar um jeito para que aquela de cocaína
não chegue ao Mangaveira. Quero que ele e o Gilberto
se matem!
Em casa, Letícia acaba de descer quando se surpreende
com a presença de Mateus:
– Mateus? Você não deveria estar na escola?
– Oi, mãe. Eu não tô legal hoje, daí o pai me deixou
ficar em casa.
Mateus repara o hematoma no rosto da mãe:
– O que foi isso, mãe?
Letícia tenta em vão disfarçar; o melhor caminho
encontrado, então, foi mentir para o filho:
– Nada de mais, filho. Foi durante o banho. Eu
pisei no sabonete e escorreguei, batendo com o rosto
no Box.
– A senhora não acha melhor ir ao médico? Se
quiser, eu ligo para o Doutor Augusto.
– Não é necessário, filho! Já estou bem melhor.
De repente, Onofre chega com o telefone dizendo:
– Telefone para o senhor Mateus.
– Para mim, Onofre? E quem é?
– É um rapaz chamado Frederico.
Weslei G arcia
30
– Ah, é o Fred. Pode deixar que eu atendo,
Onofre. Obrigado.
Mateus apanha o telefone sem fio e sobe para
seu quarto, deixando Letícia e Onofre a sós:
– Onofre, você conhece esse tal Frederico?
– Honestamente não, madame.
Em seu quarto, Mateus conversava com Fred
por telefone:
– E aí, cara!
– E aí, brother! Por que não veio para a aula
hoje?
– Não tava legal.
– Você papou a Amanda, hein, garanhão! Ela é
uma tremenda gata!
Mateus sorri sem graça e Fred completa:
– Hoje vai ter uma parada sinistra, tá afim de ir?
– E que parada sinistra é essa, Fred?
– Você quer ir ou não, Mateus? Vai ter que confiar
no seu brother aqui.
– Tá legal, você me convenceu. Me pega?
– Passo às nove.
– Então, tá certo.
Mateus desliga o telefone.
Gilberto, em seu carro, atende o celular enquanto
dirigia:
– Alô! Suzane? Sua miserável! Quem te ordenou
ligar pra dramática da minha mulher?
– Ai, Gilberto, não fala assim comigo.
– Eu deveria era te matar, pra ver se larga de ser
ordinária.
– Escute aqui, Gilberto, você pode tratar de me
respeitar, ouviu bem?
– E por que eu deveria? Você quer arruinar minha
vida?
Um A lguém E special
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– Eu estou grávida ,Gilberto Mesquita. Grávida
de você.
– Descontrolado, Gilberto grita:
– O quê?

sábado, 17 de julho de 2010

PAULINHO JK




Paulo Gomes da Silva é um escritor brasileiro, fotógrafo e aventureiro nascido no município de Ji-Paraná, Estado de Rondônia em 02 de janeiro de 1969. É filho de Nivaldo Gomes da Silva e Maria das Graças da Silva. Com vinte dias de nascido, Paulo foi entregue pelos pais para sua vó materna Marinalva Alves da Silva e seu avô materno José Sinfrônio da Silva, lavrador e agricultor do município. Paulo teve uma infancia difícil, desde de muito jovem já trabalhava com o avô na feira livre de Ji-Paraná para vender frutas e verduras. Ele acordava a uma hora da manhã para ir com o avô ao centro da cidade.


SUA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA, INÍCIO ARTÍSTICO

Com sete anos de idade, chamava a atenção de suas professoras pela grande habilidade com desenhos, escrita e leitura. Paulo já escrevia cartas e criava pequenos contos, demonstrando seu interesse posterior com a criação literária. No ano de 1979, enquanto levava um cavalo para beber água, Paulo sofreu um terrível acidente. Ao cair do cavalo que montava, teve uma lesão no nervo radial, localizado no antebraço direito. Fato que mudaria para sempre sua vida. Para conseguir concluir os estudos primários, o pequeno Paulo precisou realizar todas suas avaliações oralmente

Como não havia a antiga quinta série primária onde moravam, e seu avô passava por dificuldades financeiras, Paulo e sua família, venderam o pequeno sítio e se mudaram para uma periferia da cidade, conhecida como bairro Dom Bosco.

Paulo passou a estudar na escola Professor José Francisco dos Santos, onde sofreu bastante a partir de sua quinta série primária. Com dificuldades físicas, por conta da lesão de seu antebraço, e das chacotas feitas pelos colegas que classe, foi desistimulado a continuar seus estudos, e resolveu então abandonar a escola, passando a vender picolé em uma sorveteria da época.

Em 1984, retomou seus estudos, ingressando na escola municipal Professor Aluisio Ferreira, onde começou a militar no movimento estudantil, participando de reuniões e assembléias realizadas no Sindicato dos Bancários de Ji-Paraná. No mesmo ano teve seu primeiro contato com a Pastoral da Terra, da igreja Católica, e com o grupo de Teatro Arterial, do entãO presidente Firminetto Mendes Silva, fundador do teatro.

Paulo foi convidado também pelo professor Braulio Barbosa da Silva, conhecido como “Braulião”]], a compor a Fanfarra municipal de Ji-Paraná, tocando um instrumento conhecido como ” Caixa de Guerra”. Paulo passou a ser um ativista político, e foi grande defensor das Diretas Já. Ganhou seu primeiro nome artístico “Toquinha”, nome dado pelo mesmo professor Braulião.

A partir de 1985, Toquinha passou a ajudar nos espetáculos “Quando eu crescer”,e “Eu, vocês e eles”, ambos do grupo de teatro Arterial, que só viria a ser apresentadas em 1988 e em 1989. Antes, em meados de 1986, Toquinha foi um dos percussores e defensor da criação do Teatro Dominguinhos, sendo inaugurado apenas em 1995. Ainda entre 1986 e 1987, Toquinha trabalhou nas rádios Alvorada e Ji-Paraná, tendo também testemunhado o nascimento da rádio Clube Cidade 93,7 fm.

Na mesma época, no auge do rock nacional, criou junto com um grupo de amigos Raudson, Nelton e “Bagaga”, a banda de rock “Banda Desistent”, onde ele era baterista. As letras eram de protesto político, e pregavam a anistia política e liberdade de expressão.

Em 1990, foi um dos fundadores do espaço cultural “Beira Rio Cultural”, destinado a promover a cultura Ji-paranaense. No mesmo ano, começou a escrever poesias, e duas peças de teatro. Esse também foi o ano em que resolveu acrescentar em seu nome artístico a qualificação “General”, e trocou o QU por K em Toquinha, ficando agora conhecido pelo nome artístico de “General Tokinha”.


SUA VIAGEM DE BICICLETA

A partir de julho de 1991, General Tokinha começou a planejar sua lendária viagem de bicicleta do estado de Rondonia até a capital do país. Antes, porém, em outubro do mesmo ano, um grupo de artistas do Sindicato de Artistas e Técnicos em Espetáculo de Diversões de Brasília, SATED-DF, estiveram em Ji-Paraná no intuito de profissionalizar os artistas do estado, através de bancas capacitadoras e registro profissional. Na época Paulo Silva, ou General Tokinha, foi profissionalizado como técnico em iluminação, e foi um dos fundadores do SATED-RO.

No dia 15 de fevereiro de 1992, já com o nome artistico de atleta “Brasileirinho”, dado pelos amigos Wamberto Xavier, Sonigley das Neves e Firminetto Mendes Silva, General Tokinha, atrás de uma cirurgia para correção do nervo radial em seu antebraço direito, partiu de viagem de bicicleta cross para Brasília saindo de seu município Ji-Paraná.

A viagem lendária durou 27 dias, e sua média de quilometragem diária era por volta de 90 Km. Por onde “Brasileirinho” ou General Tokinha passou, angariou diversos amigos e companheiros anônimos que lhe davam força e torciam por sua vitória. Mas sua viagem não foi apenas as mil maravilhas, General Tokinha teve muitos percalços e dificuldades pelo percurso. General Tokinha trazia em sua mochila uma bandeira com os dizeres “RONDÔNIA NÃO É UMA DROGA!”, em alusão a críticas feitas na época de que em Rondonia não se produzia nada além de entorpecentes.

Chegou em Brasília em março de 1992, sendo recebido pelos seus companheiros do SATED-DF, Valmir Ferreira, Lia Samara e Francisco Chagas Rocha. Conseguiu enfim realizar sua cirurgia no Hospital Sara Kubitcheck, com a ajuda dos companheiros de SATED-DF, em maio. Em setembro do mesmo ano, foi um dos ativistas dos “caras pintadas” que pedia o impeatchment do então Presidente Fernando Collor de Melo.


SUA PRIMEIRA OBRA

Anos mais tarde, retomou seus estudos em Brasília, onde começou a participar da vida cultural, integrando variados projetos, seminários e congressos. Daí começou a escrever seu primeiro livro com título provisório “O cavalo alado”, com grande contribuição do amigo e escritor “Magu Cartabranca”. O mesmo amigo o indicou para a Thesaurus Editora de Brasília, onde conheceu o também grande amigo Victor Alegria e seu filhor Victor Tagore Alegria.

Foi na Editora de Victor Alegia, que General Tokinha realizaria seu grande sonho, e publicaria seu primeiro livro, com o título modificado para “Aventucross”, que conta sua saga da viagem de Rondonia a Brasília, em textos e fotografias, e com ilustração de Toninho de Souza, artista plástico de renome em Brasília e no mundo. Antes, porém, participando do CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) realizado no auditório Parlamundi da LBV (Legião da Boa Vontade) em Brasilia, o General Tokinha conheceu o escritor e cartunista Ziraldo Alves Pinto (Ziraldo),o qual cedeu sua imagem em uma foto, que seria publicada na contracapa de sua obra “Aventucross”.

Na publicação de seu primeiro livro “Aventucross”, no ano de 1999, General Tokinha, a pedido de Victor Tagore, mudou novamente seu nome artistico para Paulo Silva. No mesmo ano, participando do lançamento da revista “Bundas”, uma alusão a revista “Caras”, publicada pela editora de Ziraldo, Paulo conheceu Luis Fernando Veríssimo, e em uma roda de conversa com o escritor e, além do amigo Ziraldo, entregou um exemplar de sua obra com a foto tirada com Ziraldo.

Seu livro passou a ser figurinha fácil na Feira do Livro de Brasília. E ao lado da escritora e pedagoga Ley- Li Nay Paes Leme e Toninho de Souza, foram convidados para participar de um evento intitulado "Dia do escritor", realizado no Teatro Nacional de Brasília no dia 25 de julho de 1999. Evento idealizado pela Thesaurus Editora de Brasília e Secretaria de Cultura do DF. Participou do projeto do Correio Braziliense e TV Brasília, intitulado: Brasília 40 anos, onde textos e fotos da sua obra foram publicados em um DVD e revista comemorativa, pela Edições Ciclope. Recebendo O DVD e a revista em janeiro do ano seguinte no Memorial JK das mãos de Márcia Kubitscheck.


SEGUNDA OBRA: UMA HOMENAGEM A BRASÍLIA

No ano de 2000, conheceu o editor do antigo jornal Notícias Trevo Azul, senhor Romão, e passou a ser colunista permanente em educação com o tema: Ensinar não é educar! No mesmo ano, com a colaboração de Toninho de Souza, resolveu escrever seu segundo livro, que contaria a história da cidade de Brasília, dando foco na cidade satélite do Núcleo Bandeirante. Começou a escrever sua obra literária ainda inédita “Descobrir Cabral", que narra a infancia de Pedro Alvares Cabral, com ilustrações do senhor Romão.

A partir de várias pesquisas junto ao Arquivo Publico do DF, ao Museu da Memória Viva Candanga de Brasília, na NOVACAP, e na Administração do Núcleo Bandeirante, e com entrevistas com pioneiros do Distrito Federal, produziu seu segundo livro “Ontém cidade livre, hoje cidade livro”, publicado com recursos do Fundo da Arte e da Cultura (FAC), pela Thesaurus Editora de Brasília em março de 2002.

Passou a palestrar em escolas públicas do DF, especialmente acerca de seu segundo livro, por ter grande abordagem histórica de Brasília, e ter cunho pedagógico.

Em 2005, Paulo formou-se em Técnico Agrônomo pela Escola Agrotécnica Colégio Agrícola de Brasília, hoje atual IFB – Instituto Federal de Brasília. Mesmo ano que tomou posse, por concurso público, do cargo de auxiliar em educação pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, onde é ativista sindical, filiado ao Sindicato dos Auxiliares em Educação –SAE-DF. Paulo Silva também é fotográfo profissional, e passou a cursar a partir de 2006 Pedagogia pela Universidade Luterana do Brasil – Ulbra.

Atualmente Paulo Silva utiliza um novo nome artistico, de “Paulinho JK”, criado em 2008, e está trabalhando em novas obras literárias, além de estar em processo de finalização seu livro “Descobrir Cabral”, e lançar uma série de cartões postais comemorativos a viagem de bicicleta intitulada: Aventucross – o filme, que relembra os 18 anos de sua saga de bicicleta de Rondonia a Brasília.


OBRAS DO AUTOR

Aventucross, aventura (1999)
Ontem cidade livre, Hoje cidade livro, história (2002

sexta-feira, 16 de abril de 2010

WESLEI GARCIA: O ROMANCE É COMO BRINCAR DE DEUS!

Por Menezes y Morais *
O romancista taguatinguense Weslei Garcia, 27 anos, autor de Um Alguém Especial, vê a literatura como “A possibilidade tornar a nossa vida um pouco de fantasia, a liberdade da alma humana”.
Através dela, o escritor acredita que o leitor (e o autor) têm condições de “fugir dos problemas do dia a dia, do cotidiano. Você se libera, você sonha, o que é belo, a sua imaginação voa”.
Certos políticos – acrescentou – “utilizam a ideologia em proveito próprio. No romance você brinca de Deus. Sempre estudei em escola pública, defendendo a educação publica de qualidade, que infelizmente a gente não tem, mas eu defendo muito”.
Personagens
Em Um Alguém Especial, declarou, “Os personagens vão acontecendo as dramas é bem contemporâneo público juvenil, mais jovem, mas não só. Em 1997 participei de um concurso promovido pelo GDF – Governo do Distrito Federal em parceria com a Asefe – Associação dos Servidores da Fundação Educacional. Eu tinha 14 anos. Um poema. Daí comecei escrever e não parei mais”.
Em 2008, Weslei Garcia publicou a primeira obra. “Tenho mais três romances inéditos. Sou Pedagogo, parei no curso de Direito, quinto semestre, pretendo retomar”.
Léon Tolstói

Weslei Garcia, preparando um novo romance.
– Meu autor predileto é Léon Tolstói. Eu gosto muito dos romances Guerra e Paz, e Ana Karênina. Por quê? Tolstói morreu em 1910, sete anos da revolução russa, e ainda assim ele tinha uma visão além do seu tempo. Sou fascinado por ele. É um pacifista. Sou fascinado por ele.
Da Rússia para Brasília (DF), o escritor se declarou triste com os escândalos políticos de corrupção que foram revelados ao País pela Polícia Federal, com a Operação Caixa de Pandora.
“Brasília ainda está engatinhando, na minha opinião, tanto culturalmente quanto em qualquer aspecto. Brasília ainda está muito ligada ao seu povo com a questão da política. Infelizmente nos no Centro-Oeste somos muito vinculado a política”.

Weslei Garcia, filho de Taguatinga produz literatura com a cara do DF.
Alguns ramos da cultura – acrescentou – “a nossa cidade foge à regra. A música principalmente, é vitrine no país inteiro. Estamos em construção. Não somos uma geração de pioneiros, somos filhos de pioneiros. A gente começa paulatinamente a construir algo mais sustentável para o público, com a cara de Brasília”.
Livro novo
O que você está escrevendo? “Um romance chamado Um Novo Amanhecer. Trata sobre esquizofrenia, a questão do câncer, entre os personagens, tudo permeável pela espiritualidade. Somos frutos de alguma coisa”.
“Meu pai é mineiro e minha mãe nasceu no DF, no Gama. Ele comerciante e ela professora da Fundação Educacional. Tive um ambiente cultural em casa, minha mãe é meu pilar, minha incentivadora. Ela foi fundamental nesse processo todo”.
Você acredita na literatura como instrumento de libertação? “Eu acho que hoje a única coisa que, sem duvida, só a educação aliada a cultura são capazes de libertar homens e transformar a sociedade. Nada fora disso. Fora disso é hipocrisia”.
Relações humanas
Editado em 2008, 224 p, 1a edição, Um Alguém Especial é um romance que trata sobre as complicadas relações humanas.Onde não entendemos ao certo quem somos, o que queremos e o que defendemos. Confiança, amor, traição, medo, ganância, mentiras, fraquezas, arrogância e humildade são temas desta ficção cheia de segredos e surpresas do inicio ao fim.
Um Alguém Especial narra a história de Letícia Mesquita, uma mulher bonita, jovem, casada com o poderoso empresário Gilberto Mesquita e mãe de dois filhos: Mateus e Priscila.
Assassinato
Sua vida era quase perfeita até que tudo começa a desmoronar a partir do misterioso assassinato de seu marido. Com a morte de Gilberto, Letícia é envolvida num perigoso mundo de segredos ainda nunca revelados.
Descobre o relacionamento torpe de seu marido com a ambiciosa Suzanne, e o envolvimento de seu filho com drogas, além de ser apontada pela polícia como principal suspeita de um crime que não cometeu.
Tráfico de drogas, corrupção, traição, ambição e assassinatos são doses de problemas que ela passa a enfrentar.
Tendo que assumir todo controle dos negócios de Gilberto, Letícia ainda não poderia imaginar que Rodrigo, sócio e amigo de Gilberto, estaria a anos usurpando do patrimônio de sua família. Mas de repente quando tudo parecia perdido, surge uma luz no fim do túnel.
Lucas Jeliel é um professor que acaba envolvendo Letícia num insólito romance, recheado de suspense. Misterioso, ele se mostra uma verdadeira fortaleza ao lado de Letícia, ao mesmo tempo em que levanta várias incógnitas acerca de seus reais interesses.
Letícia precisa agora tomar decisões importantes e ter força e discernimento para enfrentar o que ainda lhe aguarda.
* Menezes y Morais, jornalista, professor, escritor, historiador, é editor da Nós – Fora dos Eixos.
Serviço
Um Alguém Especial (Thesaurus,2009, 224 páginas, 1a edição). www.thesaurus.com.br

terça-feira, 6 de abril de 2010

PROJETO LIVRO NA RUA

O projeto “Livro na Rua”, é uma iniciativa da Thesaurus Editora de Brasília, empresa sólida há mais de três décadas na capital do país, com milhares de obras publicadas no Brasil e no mundo.
Seu mentor e signatário, Vitor Alegria, é um entusiasta e realizador da cultura em nosso país. E seu projeto, visa a valorização e incentivo de nossos alunos em trabalhar sua capacidade intelectual, cognitivo e educacional, por meio de mini-obras de escritores mundialmente consagrados, sendo distribuídos e trabalhados gratuita e livremente nas escolas publicas.
A excelência em educação, e a extrema importância dada a cultura são pilares fundamentais da Thesaurus Editora de Brasília, que agora também passa a ser parceira da Escola Municipal Araruama.

Weslei Garcia é professor em Valparaíso de Goiás, e autor do romance “Um Alguém Especial”.