sábado, 23 de maio de 2009
CHAMADA DA CHAPA 2 AO SINDSEPEM/VAL
Nós, que integramos a chapa 2, temos muito orgulho de concorrermos às eleições para renovação da Diretoria de nosso Sindicato com um grupo de colegas que representam verdadeiramente os anseios de nossa classe. Nossa avaliação é que o Sindicato, para representar verdadeiramente os anseios de nossa base, não pode estar atrelado a interesses da prefeitura ou de partidos políticos que sempre humilharam nossa categoria.Lutamos para que haja independência e autonomia do sindicato frente a governos e patrões. Só dessa forma teremos o apoio de nossa base filiada para reivindicar melhores salários e condições de trabalho, com a promoção, reconhecimento e valorização do Serviço Público. Um Sindicato verdadeiramente representativo de todos servidores e todas servidoras da prefeitura, pressupõe um permanente trabalho junto às nossas bases, com filiados que participam e decidem democraticamente os rumos de nossas lutas e reivindicações, de forma autônoma e livre das pressões de chefias a serviço do governo municipal. Queremos um Sindicato ativo e atuante, sem o imobilismo que tomou conta da atual gestão do sindicato por não ter vinculada com governo.Para cumprir o programa de reivindicações que apresentamos a seguir, a Chapa 2 apostou na mais ampla unidade, reunindo os setores mais autênticos e combativos da categoria, onde setores da CONLUTAS, da esquerda da CUT, da INTERSINDICAL e de INDEPENDENTES, farão a diferença na hora de mobilizar a categoria para as conquistas há muito esperadas por todos.O que queremos dizer a todos os colegas da Prefeitura, seja da educação, da saúde, da infra-estrutura, da administração e de todos os setores da Prefeitura, é que chegou a hora de mudar a direção de nosso Sindicato. Para isso, só depende de nós. Vamos dar um voto pela mudança, por um sindicalismo de luta e por melhores condições de vida , de trabalho e principalmente, mobilizar e lutar por melhores salários e mais dignidade para todos !
domingo, 17 de maio de 2009
PROVA AVALIA ALGUÉM?
Uma educação de qualidade se prisma pela seriedade daqueles que fazem dela um caminho irrefutável de transformação social.
Não se pode simplesmente separar o ato de lecionar com o que antecede do cotidiano dos educandos, ou seja, não se separa a realidade social de uma criança com seu rendimento dentro de uma sala de aula, ou mesmo de um ambiente educacional. Mas infelizmente o processo avaliativo brasileiro vem privilegiando a exclusão social e educacional, dando extrema ênfase às avaliações escritas, as chamadas provas, não levando em consideração um contexto mais amplo onde se busca entender as causas que levam alunos ao baixo rendimento escolar, principalmente sob o aspecto social.
Assumir como único meio de avaliação a prova escrita é arriscar um método ineficiência e injusto no universo dos alunos. A prova deve ser encarada apenas como um momento na avaliação periódica, uma ferramenta de trabalho por parte do professor, dando-lhe suporte para avaliar de fato aquilo que tem seu aluno em conhecimento. Imaginemos duas situações hipotéticas: Na primeira o aluno X é excepcional, interessado, determinado, curioso e desafiador, mas no momento da avaliação, por um motivo qualquer, muitas vezes ligado a sua realidade social de miséria ou de violência doméstica, se encontra abalado psicologicamente, e incapacitado de realizar com êxito qualquer avaliação escrita. Temos também o aluno Y que é totalmente disperso, desinteressado, irresponsável e sem nenhum compromisso pelo próprio desempenho escolar. No momento da avaliação consegue esconder respostas estratégicas acerca do assunto de sua prova em locais fora do alcance de seu professor ou professora; ou ainda consegue ler as respostas de um colega próximo a sua carteira.
Ao receberem suas notas ambos os alunos possuem uma grande surpresa. O aluno X atinge uma nota inferior a média, e o aluno Y consegue nota quase total surpreendendo até a si mesmo. Como se pode afirmar que nesse caso a prova escrita avaliou alguém?
Não estou aqui defendendo o fim de prova escrita, muito menos afirmando que a prova escrita não avalia ninguém, mas busco uma profunda reflexão no sentido de que a prova é sim fundamental para o processo ensino-aprendizagem, mas tem de ser encarado com um momento de avaliação, e não o resultado final.
Obviamente o professor ou a professora dos alunos X e Y reconhece que a menção recebida pelos mesmos não condiz com a realidade escolar das crianças, mas se ele ou ela assumiu uma postura retrógrada de avaliar unicamente pela prova escrita cometerá um erro grave podendo afetar irremediavelmente todo seu percurso no magistério. Entretanto se é um professor ou uma professora que tenha uma concepção educacional mais progressista, certamente conseguirá avaliar seus alunos Y e X cotidianamente levando em consideração aquilo que possuem de bagagem, de conhecimento prático trazido de suas experiências e de suas realidades social, cultural e familiar.
Mas infelizmente essa falta de concepção abrangente e revolucionária muito defendida por Paulo Freire está presente em todas as camadas e etapas educacionais brasileiras.
Um exemplo disso é o vestibular e os concursos públicos. Instrumentos que também não avaliam de verdade ninguém, e possuem a tendência de exclusão social. Imaginemos novamente mais duas situações hipotéticas.
Na primeira o aluno X sempre estudou no ensino publico em tese deveria ter vaga garantida nas Universidades Estaduais e Federais, mas não consegue êxito nos vestibulares por ter recebido um ensino muito defasado, sobretudo o ensino médio. Tendo que no final trabalhar e pagar para cursar uma graduação em uma instituição privada. E quando consegue raramente entrar numa Universidade publica, precisa cursar matérias distintas, levando muitas vezes até dez anos por um curso que terminaria em cinco ou seis se cursasse grade fechada.
Isso porque nossas Universidades publicas distribuem suas disciplinas de uma maneira que impede do aluno que vem da escola publica de trabalhar. E esquece que infelizmente esse aluno necessita de sua labuta para o provimento de sua alimentação, vestimenta, enfim, sua sobrevivência.
Já o aluno Y sempre estudou na rede particular de ensino, do maternal ao ensino médio. Depois de concluído seu ensino médio ainda pagou um cursinho pré vestibular, e quando deveria cursar sua graduação numa Universidade privada, acaba logrando êxito e entrando nas Universidades Publicas. São as contradições de nossa educação.
É verdade que muitos programas ajudaram ao ingresso do aluno de escola publica nas Universidades Publicas como o Programa de Avaliação Seriada – PAS, Pro Uni e ENEM, e é bem verdade também que com o aumento desenfreado de faculdades privadas de norte a sul do país e a expansão dos cursos a distancia “facilitaram” o caminho do estudante a um diploma superior, mas é fato que houve também uma queda considerável na qualidade do nosso ensino. Por isso cabe a nós, professores, alunos e sociedade civil organizada o dever de cobrarmos de nossas autoridades competentes melhorias no ensino brasileiro. E mais seriedade, levando em consideração aquilo que o aluno tem de fato, e não simplesmente gráficos e estatísticas de números que mostram superficialmente um rosto turvo de nossa educação apenas para atingir metas neoliberais.
Não se pode simplesmente separar o ato de lecionar com o que antecede do cotidiano dos educandos, ou seja, não se separa a realidade social de uma criança com seu rendimento dentro de uma sala de aula, ou mesmo de um ambiente educacional. Mas infelizmente o processo avaliativo brasileiro vem privilegiando a exclusão social e educacional, dando extrema ênfase às avaliações escritas, as chamadas provas, não levando em consideração um contexto mais amplo onde se busca entender as causas que levam alunos ao baixo rendimento escolar, principalmente sob o aspecto social.
Assumir como único meio de avaliação a prova escrita é arriscar um método ineficiência e injusto no universo dos alunos. A prova deve ser encarada apenas como um momento na avaliação periódica, uma ferramenta de trabalho por parte do professor, dando-lhe suporte para avaliar de fato aquilo que tem seu aluno em conhecimento. Imaginemos duas situações hipotéticas: Na primeira o aluno X é excepcional, interessado, determinado, curioso e desafiador, mas no momento da avaliação, por um motivo qualquer, muitas vezes ligado a sua realidade social de miséria ou de violência doméstica, se encontra abalado psicologicamente, e incapacitado de realizar com êxito qualquer avaliação escrita. Temos também o aluno Y que é totalmente disperso, desinteressado, irresponsável e sem nenhum compromisso pelo próprio desempenho escolar. No momento da avaliação consegue esconder respostas estratégicas acerca do assunto de sua prova em locais fora do alcance de seu professor ou professora; ou ainda consegue ler as respostas de um colega próximo a sua carteira.
Ao receberem suas notas ambos os alunos possuem uma grande surpresa. O aluno X atinge uma nota inferior a média, e o aluno Y consegue nota quase total surpreendendo até a si mesmo. Como se pode afirmar que nesse caso a prova escrita avaliou alguém?
Não estou aqui defendendo o fim de prova escrita, muito menos afirmando que a prova escrita não avalia ninguém, mas busco uma profunda reflexão no sentido de que a prova é sim fundamental para o processo ensino-aprendizagem, mas tem de ser encarado com um momento de avaliação, e não o resultado final.
Obviamente o professor ou a professora dos alunos X e Y reconhece que a menção recebida pelos mesmos não condiz com a realidade escolar das crianças, mas se ele ou ela assumiu uma postura retrógrada de avaliar unicamente pela prova escrita cometerá um erro grave podendo afetar irremediavelmente todo seu percurso no magistério. Entretanto se é um professor ou uma professora que tenha uma concepção educacional mais progressista, certamente conseguirá avaliar seus alunos Y e X cotidianamente levando em consideração aquilo que possuem de bagagem, de conhecimento prático trazido de suas experiências e de suas realidades social, cultural e familiar.
Mas infelizmente essa falta de concepção abrangente e revolucionária muito defendida por Paulo Freire está presente em todas as camadas e etapas educacionais brasileiras.
Um exemplo disso é o vestibular e os concursos públicos. Instrumentos que também não avaliam de verdade ninguém, e possuem a tendência de exclusão social. Imaginemos novamente mais duas situações hipotéticas.
Na primeira o aluno X sempre estudou no ensino publico em tese deveria ter vaga garantida nas Universidades Estaduais e Federais, mas não consegue êxito nos vestibulares por ter recebido um ensino muito defasado, sobretudo o ensino médio. Tendo que no final trabalhar e pagar para cursar uma graduação em uma instituição privada. E quando consegue raramente entrar numa Universidade publica, precisa cursar matérias distintas, levando muitas vezes até dez anos por um curso que terminaria em cinco ou seis se cursasse grade fechada.
Isso porque nossas Universidades publicas distribuem suas disciplinas de uma maneira que impede do aluno que vem da escola publica de trabalhar. E esquece que infelizmente esse aluno necessita de sua labuta para o provimento de sua alimentação, vestimenta, enfim, sua sobrevivência.
Já o aluno Y sempre estudou na rede particular de ensino, do maternal ao ensino médio. Depois de concluído seu ensino médio ainda pagou um cursinho pré vestibular, e quando deveria cursar sua graduação numa Universidade privada, acaba logrando êxito e entrando nas Universidades Publicas. São as contradições de nossa educação.
É verdade que muitos programas ajudaram ao ingresso do aluno de escola publica nas Universidades Publicas como o Programa de Avaliação Seriada – PAS, Pro Uni e ENEM, e é bem verdade também que com o aumento desenfreado de faculdades privadas de norte a sul do país e a expansão dos cursos a distancia “facilitaram” o caminho do estudante a um diploma superior, mas é fato que houve também uma queda considerável na qualidade do nosso ensino. Por isso cabe a nós, professores, alunos e sociedade civil organizada o dever de cobrarmos de nossas autoridades competentes melhorias no ensino brasileiro. E mais seriedade, levando em consideração aquilo que o aluno tem de fato, e não simplesmente gráficos e estatísticas de números que mostram superficialmente um rosto turvo de nossa educação apenas para atingir metas neoliberais.
Weslei Garcia é professor em Valparaíso de Goiás, e autor do romance Um Alguém Especial.
sábado, 9 de maio de 2009
QUEREMOS UM SINDICATO PARA TODOS
Uma vez a frente do SINDSEPEM/VAL nossa direção irá tomar providencias imediatas que são necessárias para o bom andamento de questões sindicais de toda nossa categoria. Será nossa primeira providencia juntamente com o jurídico de nossa entidade um estudo aprofundado acerca do plano de cargos e salários dos servidores da infra estrutura, administrativo e saúde. Hoje o plano de carreira desses servidores não valoriza o profissional enquanto sua capacidade e potencialidade, seguindo uma política de desvalorização, inclusive, da formação educacional e profissional do mesmo. É um absurdo um plano de carreira onde o servidor ganha ao ano um reajuste de R$ 10,00 (dez reais) exclusivamente por tempo de serviço. Ou seja, um trabalhador que ganha R$ 500,00 (quinhentos reais) base por mês, terá que trabalhar durante uma década para adicionar ao seu vencimento a mísera quantia de R$ 100,00 (cem reais) independentemente se esse mesmo servidor ao longo desses dez anos se qualificou e se especializou no intuito de aprimorar seu trabalho e sua capacidade de desempenhar suas funções. O que iremos defender de forma coesa e responsável é um plano de cargos e salários minimamente decente para todos segmentos de nossa categoria. Onde todo trabalhador tenha reajuste não apenas anual por tempo de serviço, mas que também o tenha por capacitação profissional, e possa seguir carreira junto ao município de acordo com sua escolaridade e especialidade. O plano de cargos e salários que nossa direção irá defender e apresentar junto a prefeitura não é apenas horizontal, mas vertical e horizontal, a exemplo do plano de cargos e salários dos professores. Defenderemos também reajuste anual sempre na data base dos salários de acordo com o índice inflacionário do país e andando em conjunto com o salário mínimo. Não iremos mais tolerar qualquer trabalhador continuar sobrevivendo com o salário de miséria inferior ao mínimo nacional. Vamos lutar arduamente no sentido de garantir todas as gratificações que nossos companheiros possuem e que não são pagos como insalubridade, periculosidade, incentivo aos servidores da saúde e gratificação especial de campo por parte dos agentes de endemias e combate a dengue. Vamos defender a licença maternidade de seis meses, lei nacional da Deputada Maninha, e que atualmente tramita na Câmara Municipal de Valparaíso de autoria do Vereador Silvano, e vamos lutar pela melhoria das condições de trabalho de todos servidores de nosso município. Vamos criar uma comissão anti-assédio moral, no intuito de combater esse mal que infelizmente ainda hoje assola muitos ambientes de trabalho em nosso país, tornando o local onde o servidor presta seus serviços um ambiente hostil e excludente.Essa será nossa linha política a partir de 30 de maio, um sindicato que verdadeiramente luta por todos os trabalhadores da categoria.
terça-feira, 28 de abril de 2009
UM SINDICATO AMPLO E DEMOCRÁTICO
Companheiras e companheiros,
Ao longo da história da civilização pudemos presenciar que muitas vezes se fez necessária a mobilização popular e social para algozes embates sempre visando a consolidação da democracia. Essa mesma história nos mostra que na maioria das vezes, essas lutas se deram a custas de duras penas, onde muitos trabalhadores e trabalhadoras sacrificaram até mesmo suas próprias vidas em prol de conquistar grandes benefícios e vitórias para toda uma significativa maioria.
Vários movimentos populares e sociais se tornaram pilares incontestáveis dessa árdua caminhada, e não poderíamos deixar de citar o movimento sindical. E em Valparaíso de Goiás não foi diferente. A classe sempre esteve presente e mobilizada em diversos momentos cruciais para o percurso das conquistas dos trabalhadores. Foi assim, na luta e na mobilização, que conseguimos grandes conquistas, onde infelizmente governos municipais foram retirando com o tempo. Muitas vezes por descuido, ou mesmo com o passar do tempo, com certa perda de força de mobilização daqueles que estão à frente de nossa entidade.Mas porque isso ocorre? Vale sempre questionarmos algo tão essencial a nossa entidade representativa de classe em Valparaiso de Goiás, afinal, que sindicato queremos?
A única alternativa possível a essa pergunta, nós, integrantes da chapa 02 “INDEPENDENCIA, UNIDADE E LUTA”, respondemos e afirmamos: queremos e lutaremos por um sindicato amplo e democrático.
Um sindicato amplo e democrático, que não vise unicamente questões da educação, ou mesmo de professores, mas, sobretudo, que atenda indiscutivelmente a todos servidores municipais, abrangendo todas categorias, seja saúde, infra-estrutura, administrativo, servidores da Câmara Municipal, servidores da fiscalização tributária, agente de endemias e combate a dengue.
Um sindicato amplo e democrático que não esteja vinculado a partidos políticos, portanto, que não esteja a serviço de políticas partidárias, e que consiga enxergar o governo não apenas como governo, mas numa visão classista, perceber o governo como o patrão na relação de classe, que independe se o partido do prefeito ou prefeita seja A ou B, e que no fim os interesses defendidos sempre serão aqueles numa perspectivas enquanto patrão, e o sindicato sendo totalmente independente, autônomo, classista, e inteiramente voltado apenas e exclusivamente aos interesses dos servidores.
Um sindicato amplo e democrático, saiba dialogar com o governo e todos setores da sociedade, mas não se refute da obrigatoriedade de saber mobilizar a categoria e lutar quando e sempre que se for necessário.
Um sindicato amplo e democrático que não aceite e combata todo tipo de assédio moral, que defenda não apenas causas coletivas, mas também atenda individualmente a todo aquele trabalhador que acione sua ajuda, e não o faça para apenas uma parcela da categoria por “conveniência”.
Que o sindicato não se torne aparato partidário, mas que venha legitimar homens e mulheres enquanto verdadeiros lutadores sociais e representantes da classe.
Defenderemos incansavelmente eleição dos delegados sindicais por locais de trabalho, e esses servidores, uma vez eleitos democraticamente, serão não apenas interlocutores de nossa entidade nos locais de trabalho, mas, sobretudo, legítimos membros sindicais.
Nossa gestão sensibilizará a categoria da necessidade de um sindicato que não discuta apenas questões financeiras, mas essencialmente melhores condições de trabalho a todos servidores, e conseqüentemente, atendimento mais digno a toda comunidade.
Ampliar nosso sindicato e torna-lo mais democrática e validar toda luta de nossos antepassados, preservando e fortalecendo um histórico de lutas e conquistas de todo um povo.
Um sindicato amplo e democrático no sentido de dialogar também com toda população no intuito de se colocar enquanto agente transformador buscando uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária.
Texto de Weslei Garcia, candidato a Vice - Presidente do SINDSEPEM/VAL
Ao longo da história da civilização pudemos presenciar que muitas vezes se fez necessária a mobilização popular e social para algozes embates sempre visando a consolidação da democracia. Essa mesma história nos mostra que na maioria das vezes, essas lutas se deram a custas de duras penas, onde muitos trabalhadores e trabalhadoras sacrificaram até mesmo suas próprias vidas em prol de conquistar grandes benefícios e vitórias para toda uma significativa maioria.
Vários movimentos populares e sociais se tornaram pilares incontestáveis dessa árdua caminhada, e não poderíamos deixar de citar o movimento sindical. E em Valparaíso de Goiás não foi diferente. A classe sempre esteve presente e mobilizada em diversos momentos cruciais para o percurso das conquistas dos trabalhadores. Foi assim, na luta e na mobilização, que conseguimos grandes conquistas, onde infelizmente governos municipais foram retirando com o tempo. Muitas vezes por descuido, ou mesmo com o passar do tempo, com certa perda de força de mobilização daqueles que estão à frente de nossa entidade.Mas porque isso ocorre? Vale sempre questionarmos algo tão essencial a nossa entidade representativa de classe em Valparaiso de Goiás, afinal, que sindicato queremos?
A única alternativa possível a essa pergunta, nós, integrantes da chapa 02 “INDEPENDENCIA, UNIDADE E LUTA”, respondemos e afirmamos: queremos e lutaremos por um sindicato amplo e democrático.
Um sindicato amplo e democrático, que não vise unicamente questões da educação, ou mesmo de professores, mas, sobretudo, que atenda indiscutivelmente a todos servidores municipais, abrangendo todas categorias, seja saúde, infra-estrutura, administrativo, servidores da Câmara Municipal, servidores da fiscalização tributária, agente de endemias e combate a dengue.
Um sindicato amplo e democrático que não esteja vinculado a partidos políticos, portanto, que não esteja a serviço de políticas partidárias, e que consiga enxergar o governo não apenas como governo, mas numa visão classista, perceber o governo como o patrão na relação de classe, que independe se o partido do prefeito ou prefeita seja A ou B, e que no fim os interesses defendidos sempre serão aqueles numa perspectivas enquanto patrão, e o sindicato sendo totalmente independente, autônomo, classista, e inteiramente voltado apenas e exclusivamente aos interesses dos servidores.
Um sindicato amplo e democrático, saiba dialogar com o governo e todos setores da sociedade, mas não se refute da obrigatoriedade de saber mobilizar a categoria e lutar quando e sempre que se for necessário.
Um sindicato amplo e democrático que não aceite e combata todo tipo de assédio moral, que defenda não apenas causas coletivas, mas também atenda individualmente a todo aquele trabalhador que acione sua ajuda, e não o faça para apenas uma parcela da categoria por “conveniência”.
Que o sindicato não se torne aparato partidário, mas que venha legitimar homens e mulheres enquanto verdadeiros lutadores sociais e representantes da classe.
Defenderemos incansavelmente eleição dos delegados sindicais por locais de trabalho, e esses servidores, uma vez eleitos democraticamente, serão não apenas interlocutores de nossa entidade nos locais de trabalho, mas, sobretudo, legítimos membros sindicais.
Nossa gestão sensibilizará a categoria da necessidade de um sindicato que não discuta apenas questões financeiras, mas essencialmente melhores condições de trabalho a todos servidores, e conseqüentemente, atendimento mais digno a toda comunidade.
Ampliar nosso sindicato e torna-lo mais democrática e validar toda luta de nossos antepassados, preservando e fortalecendo um histórico de lutas e conquistas de todo um povo.
Um sindicato amplo e democrático no sentido de dialogar também com toda população no intuito de se colocar enquanto agente transformador buscando uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária.
Texto de Weslei Garcia, candidato a Vice - Presidente do SINDSEPEM/VAL
ELEIÇÃO DO CONSELHO TUTELAR
No ultimo dia 25 de abril ocorreu a eleição para novos membros do Conselho Tutelar em Valparaíso de Goiás. Eram mais de trinta candidatos disputando 5 vagas no Conselho da cidade. As eleições ocorreram no colégio Caic Tancredo Neves em Valparaíso das 9 horas da manhã até as 17 horas do mesmo dia. Em tese, o debate acerca do Conselho Tutelar é a defesa da criança e do adolescente, mas na prática esse foi o unico tema não discutido durante a eleição por boa parte dos candidatos. Uma verdadeira baixaria! O que se via eram candidatos utilizando de todos supterfúgios para garantir eleitores no pleito.
Entretanto, nada foi mais grarve do que a presença de carros oficiais da Prefeitura vinculados a Secretaria Municipal de Saudet, Vigilancia Sanitária, transportando eleitores para o pleito. É de se espantar, ainda mais em um edia destinado a campanha de vacinação para o mesmo dia 25 de abril.
Qual interesse tem a Prefeitura Municipal de Valpraíso de Goiás em deslocar carros oficiais, destinados a transporte de pacientes e remédios, de seus postos de saude, para locomoção de eleitores poderem votarem no referido pleito?
É uma dúvida que nós, enquanto cidadãos e pagadores de impostos desejamos entender e resolver, e não podemos deixar passar em branco mais esse verdaderio descaso com a condução do bem publico.
O candidato Benedito José Solano de Castro e outros protocolaram no ultimo dia 27 de abril, segunda feira, ação pedindo impugnação do referido pleito, e pedindo explicações do porque da utilização do aparelho publico para beneficiar determinados candidatos.
O que nos resta é torcer para que tais denuncias, graves, sejam devidamente apuradas, e punição adequada a todos aqueles que porventura tiverem culpa no lamentável episódio.
Weslei Garcia
Entretanto, nada foi mais grarve do que a presença de carros oficiais da Prefeitura vinculados a Secretaria Municipal de Saudet, Vigilancia Sanitária, transportando eleitores para o pleito. É de se espantar, ainda mais em um edia destinado a campanha de vacinação para o mesmo dia 25 de abril.
Qual interesse tem a Prefeitura Municipal de Valpraíso de Goiás em deslocar carros oficiais, destinados a transporte de pacientes e remédios, de seus postos de saude, para locomoção de eleitores poderem votarem no referido pleito?
É uma dúvida que nós, enquanto cidadãos e pagadores de impostos desejamos entender e resolver, e não podemos deixar passar em branco mais esse verdaderio descaso com a condução do bem publico.
O candidato Benedito José Solano de Castro e outros protocolaram no ultimo dia 27 de abril, segunda feira, ação pedindo impugnação do referido pleito, e pedindo explicações do porque da utilização do aparelho publico para beneficiar determinados candidatos.
O que nos resta é torcer para que tais denuncias, graves, sejam devidamente apuradas, e punição adequada a todos aqueles que porventura tiverem culpa no lamentável episódio.
Weslei Garcia
UM SINDICATO QUE QUEREMOS
Vote Chapa 2: “Independência, Unidade e Luta”
Fabrício Sousa - Presidente Weslei Garcia – Vice Presidente
O SINDICATO QUE TEMOS:
Perseguição a servidores públicos municipais, inadmissível !!! O sindicato de Valparaíso está atualmente na contramão da luta pelos trabalhadores, promovendo perseguição a companheiros pertencentes ao mesmo quadro funcional. Nosso sindicato esqueceu totalmente qual é seu papel, que é a defesa incondicional dos trabalhadores, e passou a fiscalizar, denunciar e processar servidores.
Baixaria e bate-boca em assembléias, que vergonha!!! A desmobilização da categoria ocorre principalmente pela má condução das assembléias quando as convoca para falar mal de ex companheiros de chapa e dizer que pessoas, até então da própria gestão sindical, estava roubando dinheiro enquanto as mesmas se esforçavam para garantir a lisura da gestão e a manutenção da prestação de contas da entidade;
Manipulação de pessoas alheias ao sindicato na gestão atual, que falta de preparo!!! Aceitar a interferência de pessoas alheias aos interesses da categoria e que nada tem haver com a luta pela categoria e que desvirtua a luta sindical para promoção pessoal com fins político-partidários, quando não se busca a gestão participativa com companheiros da própria categoria, negando-se a conceder a palavra a servidores sindicalizados para ajudarem a promoção da luta neste município carente de mobilização e respeito.
O SINDICATO QUE QUEREMOS:
O sindicato é uma entidade constituída pela luta contra desmandos dos patrões e a favor da defesa incondicional dos trabalhadores; jamais iremos admitir que se promova perseguição a servidores de qualquer natureza e em qualquer momento da história sindical deste município. Portanto, a chapa 2 vem em público desmascarar as mazelas da Sra. Presidente e dizer que campanha não se faz difamando companheiros de partido e do movimento sindical, que sempre estiveram ao lado dos trabalhadores, inclusive conjuntamente em assembléias;
As assembléias sindicais são oportunidades de mobilização da categoria, pois qualquer governo treme diante de um grupo mobilizado para o mesmo fim. O que se viu até hoje foi a promoção indiscriminada de desfiliação de servidores ativos e críticos a fim de manipular os rumos da política no município. No entanto, outros tantos se mantiveram filiados ao sindicato para manifestar a indignação no voto contra a gestão atual. Queremos, pois, uma entidade forte e que busque a união dos servidores públicos deste município para propiciar uma luta consistente e vitoriosa;
Não queremos um sindicato preso às questões partidárias, pois enfraquece a mobilização e as vitórias da categoria, portanto, em nossa gestão, jamais aceitaremos a manipulação de interesses político-partidários e administraremos a entidade com equilíbrio e democracia; dessa maneira, faremos do sindicato um espaço para o servidor e promovido pelo servidor.
Até a vitória, sempre!
Texto de Fabrício Sousa, candidato a presidente do SINDSEPEM/VAL.
Fabrício Sousa - Presidente Weslei Garcia – Vice Presidente
O SINDICATO QUE TEMOS:
Perseguição a servidores públicos municipais, inadmissível !!! O sindicato de Valparaíso está atualmente na contramão da luta pelos trabalhadores, promovendo perseguição a companheiros pertencentes ao mesmo quadro funcional. Nosso sindicato esqueceu totalmente qual é seu papel, que é a defesa incondicional dos trabalhadores, e passou a fiscalizar, denunciar e processar servidores.
Baixaria e bate-boca em assembléias, que vergonha!!! A desmobilização da categoria ocorre principalmente pela má condução das assembléias quando as convoca para falar mal de ex companheiros de chapa e dizer que pessoas, até então da própria gestão sindical, estava roubando dinheiro enquanto as mesmas se esforçavam para garantir a lisura da gestão e a manutenção da prestação de contas da entidade;
Manipulação de pessoas alheias ao sindicato na gestão atual, que falta de preparo!!! Aceitar a interferência de pessoas alheias aos interesses da categoria e que nada tem haver com a luta pela categoria e que desvirtua a luta sindical para promoção pessoal com fins político-partidários, quando não se busca a gestão participativa com companheiros da própria categoria, negando-se a conceder a palavra a servidores sindicalizados para ajudarem a promoção da luta neste município carente de mobilização e respeito.
O SINDICATO QUE QUEREMOS:
O sindicato é uma entidade constituída pela luta contra desmandos dos patrões e a favor da defesa incondicional dos trabalhadores; jamais iremos admitir que se promova perseguição a servidores de qualquer natureza e em qualquer momento da história sindical deste município. Portanto, a chapa 2 vem em público desmascarar as mazelas da Sra. Presidente e dizer que campanha não se faz difamando companheiros de partido e do movimento sindical, que sempre estiveram ao lado dos trabalhadores, inclusive conjuntamente em assembléias;
As assembléias sindicais são oportunidades de mobilização da categoria, pois qualquer governo treme diante de um grupo mobilizado para o mesmo fim. O que se viu até hoje foi a promoção indiscriminada de desfiliação de servidores ativos e críticos a fim de manipular os rumos da política no município. No entanto, outros tantos se mantiveram filiados ao sindicato para manifestar a indignação no voto contra a gestão atual. Queremos, pois, uma entidade forte e que busque a união dos servidores públicos deste município para propiciar uma luta consistente e vitoriosa;
Não queremos um sindicato preso às questões partidárias, pois enfraquece a mobilização e as vitórias da categoria, portanto, em nossa gestão, jamais aceitaremos a manipulação de interesses político-partidários e administraremos a entidade com equilíbrio e democracia; dessa maneira, faremos do sindicato um espaço para o servidor e promovido pelo servidor.
Até a vitória, sempre!
Texto de Fabrício Sousa, candidato a presidente do SINDSEPEM/VAL.
segunda-feira, 9 de março de 2009
ELEIÇÕES: SERÁ UM PROCESSO REALMENTE DEMOCRÁTICO?
ELEIÇÕES: SERÁ UM PROCESSO REALMENTE DEMOCRÁTICO?
O período eleitoral que se findou em 2008 demonstrou um enorme abismo cultural e ético na estreita, porém conturbada relação entre candidatos e eleitores, desnudando de vez, paradigmas preestabelecidos de conceitos de cidadania e consciência política.Consciência política esta, que anda a léguas de distancia do universo da população, que ainda vende seu voto por qualquer migalha ou qualquer tanto de quinquilharias, apesar da notória tentativa em vão do TSE de promover um pleito limpo e honesto em todas as instancias do processo.
No Distrito Federal não houve a disputa eleitoral, por não existir municípios e sim cidades satélites, mas no resto do país as disputas foram acirradas, especialmente aqui, muito próximas de nós, no chamado entorno de Brasília. Cidades como Valparaíso, Novo Gama, Cidade Ocidental, Luziânia, Formosa, Águas Lindas, Unaí, dentre outras, tivemos de tudo, desde impugnações de candidatos por improbidade administrativa até assassinatos políticos. Tudo em nome da máquina pública. Valeu todas as armas para se chegar ao poder.
No entorno Sul de Brasília a influencia de Joaquim Roriz, José Roberto Arruda e Paulo Octávio foram decisivas para fortalecer o bloco neoliberal liderados por DEM e PSDB (PP, PMDB, PR, PV) elegendo praticamente todos candidatos majoritários, além da maioria de Vereadores para as Câmaras Municipais, deixando muito pouco para coligações que traziam partidos da base aliada do Governo Federal, frustrando previsões de críticos que tinham como certo alavancar campanhas utilizando a imagem de Lula, o que nos demonstra mais uma vez que voto não se transfere, e que eleição municipal se difere de eleições estaduais e federal, apesar de não se dividirem.
Muitas alianças fortaleceram projetos nacionais, outras demonstram caminhos já antes previstos como é o caso de PT, DEM e PSDB, que já andaram juntos em muitos municípios, como foi em Belo Horizonte onde Marcio Lacerda do PSB foi eleito com o apoio do PSDB de Aécio Neves e o PT. Situação essa que fortalece o nome do atual governador mineiro ao Palácio do Planalto em 2010 na sucessão de Lula, com o apoio do Presidente numa possível transferência do tucano ao PMDB. Já em São Paulo o grande vitorioso foi sem dúvidas José Serra em duas situações importantes. Primeiro com a derrota de Geraldo Alckmin ainda no primeiro turno, o que demonstra fragilidade política de seu adversário de partido, e em seguida pela vitória do aliado democrata Gilberto Kassab, desbancando a ex-prefeita Marta Supilci do PT, com total apoio do Presidente. José Serra se cacifa de vez para 2010 na sucessão de Lula. O bloco da esquerda ideológica (PSOL, PSTU, PCB, PCO) e verdadeiramente voltada aos movimentos sociais e a luta dos trabalhadores ficou muito enfraquecida com as constantes traições de Lula, seja na reforma sindical, na reforma da previdência, seja na política de altas taxas de juros, ou seja, pelas constantes presenças de membros do alto escalão do governo envolvido em corrupção tais como o mensalão, navalha, sanguessugas, correios, vampiros, dentre outros; o que deixou parte da população desiludida com as propostas socialistas.
Nomes como José Dirceu, José Genoino, Antonio Palocci, Roberto Jéferson, Duda Mendonça, Waldomiro Diniz, Marcos Valério, Joaquim Roriz, Gim Argello, Renam Calheiros, todos participantes diretos ou indiretamente base do governo Lula (PTB, PMDB, PR, PP, PV) é a demonstração clara de toda sorte de maracutaias e corrupções que está envolvido um partido que historicamente foi criado para combater a corrupção e tinha como bandeira à ética na política, se vendendo vergonhosamente por um projeto de poder a todo custo, se aliando a partidos que sempre representaram a privatização, o atraso, a política de rebaixamento salarial dos trabalhadores e a péssima qualidade de vida para a sociedade em geral (PSDB, DEM). O caminho dos verdadeiros socialistas ideológicos será longo e penoso, no processo de conscientização, tendo que separar Lula de ideais de esquerda, afinal Lula e José Alencar é a perfeita aliança neoliberal, prova do apoio brasileiro a ações internacionais de Bush, e sua ocupação no Haiti.
Se as eleições municipais pelo país vieram desenhar o que será em 2010, no entorno sul de Brasília as esdrúxulas alianças e crimes políticos foram mais evidentes, e deixaram ainda mais latente o único interesse financeiro e nada de realmente voltado à população. O que dizer, por exemplo, do DEM e PT juntos em Cidade Ocidental na eleição de Alex Batista do PR para Prefeitura? Ou o PCB e PC do B estarem coligados numa chapa do PSDB e DEM para a prefeitura de Valparaiso de Goiás elegendo Leda Borges e Adolfo Lopes? Ou assassinatos a candidatos a vereadores em Águas Lindas?
Em todas as cidades do entorno se viu de tudo. Voto vendido por 20, 30, 40, 50 reais; ou, um botijão de gás, material de construção e até consultas médicas. Uma verdadeira calamidade.
Presenciamos também campanhas milionárias para Câmaras Municipais, onde um salário de Vereador em quatro anos de mandato jamais conseguirá repor os gastos de campanha. Então quais são os verdadeiros interesses por trás?
Caciques políticos com biografias marcadas por denuncias de corrupção também invadiram o entorno nas eleições de nomes importantes em Águas Lindas, Valparaiso de Goiás, Novo Gama, Luziânia, Cidade Ocidental, por exemplo. Nomes como Joaquim Roriz, Roberto Jéferson, Tático... Foram figurinhas certas nas ostensivas campanhas majoritárias, demonstrando articulações políticas capitalistas, vislumbrando muito lucro a banqueiros, especuladores imobiliários e usineiros, privatizando estatais e setores públicos (Leda em Valparaiso irá privatizar o setor de limpeza urbana gerando desemprego e enfraquecimento do movimento dos trabalhadores), perseguindo e precarizando cada dia mais a dignidade da sociedade e suas necessidades básicas.
Candidatos financiados pela empresa Anapolina, detentora há anos do total e péssimo serviço de transporte oferecido à população que sofre com atrasos, ônibus velhos, número reduzido de carros e linhas que não atende plenamente a todos os itinerários, prevendo aí a continuidade de tal monopólio ruim e deficiente a população. Enfim, é tanta sujeirada que fica difícil discriminar apenas algumas em linhas gerais, mas o fato é que um item foi fundamental nessas eleições municipais. O poder econômico. Candidatos a prefeitos e vereadores não ganharam mandatos públicos, e sim compraram literalmente. A eleição não foi baseada em propostas concreta para melhoria das cidades, e sim para quem poderia pagar mais pela fatia do bolo. Uma promiscuidade só.
Um dos bons caminhos seria uma profunda reforma política com financiamento publico de campanha, estipulando um teto de gastos eleitorais, além de equilibrar campanhas. Quem sabe assim pudéssemos eleger realmente candidatos do povo, compromissados com questões sociais sérias e de interesse da população, e não apenas candidatos interessados em triplicar suas próprias vidas econômicas.
Escrito pelo professor Weslei Garcia de Paulo, militante do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL em Valparaíso de Goiás.
O período eleitoral que se findou em 2008 demonstrou um enorme abismo cultural e ético na estreita, porém conturbada relação entre candidatos e eleitores, desnudando de vez, paradigmas preestabelecidos de conceitos de cidadania e consciência política.Consciência política esta, que anda a léguas de distancia do universo da população, que ainda vende seu voto por qualquer migalha ou qualquer tanto de quinquilharias, apesar da notória tentativa em vão do TSE de promover um pleito limpo e honesto em todas as instancias do processo.
No Distrito Federal não houve a disputa eleitoral, por não existir municípios e sim cidades satélites, mas no resto do país as disputas foram acirradas, especialmente aqui, muito próximas de nós, no chamado entorno de Brasília. Cidades como Valparaíso, Novo Gama, Cidade Ocidental, Luziânia, Formosa, Águas Lindas, Unaí, dentre outras, tivemos de tudo, desde impugnações de candidatos por improbidade administrativa até assassinatos políticos. Tudo em nome da máquina pública. Valeu todas as armas para se chegar ao poder.
No entorno Sul de Brasília a influencia de Joaquim Roriz, José Roberto Arruda e Paulo Octávio foram decisivas para fortalecer o bloco neoliberal liderados por DEM e PSDB (PP, PMDB, PR, PV) elegendo praticamente todos candidatos majoritários, além da maioria de Vereadores para as Câmaras Municipais, deixando muito pouco para coligações que traziam partidos da base aliada do Governo Federal, frustrando previsões de críticos que tinham como certo alavancar campanhas utilizando a imagem de Lula, o que nos demonstra mais uma vez que voto não se transfere, e que eleição municipal se difere de eleições estaduais e federal, apesar de não se dividirem.
Muitas alianças fortaleceram projetos nacionais, outras demonstram caminhos já antes previstos como é o caso de PT, DEM e PSDB, que já andaram juntos em muitos municípios, como foi em Belo Horizonte onde Marcio Lacerda do PSB foi eleito com o apoio do PSDB de Aécio Neves e o PT. Situação essa que fortalece o nome do atual governador mineiro ao Palácio do Planalto em 2010 na sucessão de Lula, com o apoio do Presidente numa possível transferência do tucano ao PMDB. Já em São Paulo o grande vitorioso foi sem dúvidas José Serra em duas situações importantes. Primeiro com a derrota de Geraldo Alckmin ainda no primeiro turno, o que demonstra fragilidade política de seu adversário de partido, e em seguida pela vitória do aliado democrata Gilberto Kassab, desbancando a ex-prefeita Marta Supilci do PT, com total apoio do Presidente. José Serra se cacifa de vez para 2010 na sucessão de Lula. O bloco da esquerda ideológica (PSOL, PSTU, PCB, PCO) e verdadeiramente voltada aos movimentos sociais e a luta dos trabalhadores ficou muito enfraquecida com as constantes traições de Lula, seja na reforma sindical, na reforma da previdência, seja na política de altas taxas de juros, ou seja, pelas constantes presenças de membros do alto escalão do governo envolvido em corrupção tais como o mensalão, navalha, sanguessugas, correios, vampiros, dentre outros; o que deixou parte da população desiludida com as propostas socialistas.
Nomes como José Dirceu, José Genoino, Antonio Palocci, Roberto Jéferson, Duda Mendonça, Waldomiro Diniz, Marcos Valério, Joaquim Roriz, Gim Argello, Renam Calheiros, todos participantes diretos ou indiretamente base do governo Lula (PTB, PMDB, PR, PP, PV) é a demonstração clara de toda sorte de maracutaias e corrupções que está envolvido um partido que historicamente foi criado para combater a corrupção e tinha como bandeira à ética na política, se vendendo vergonhosamente por um projeto de poder a todo custo, se aliando a partidos que sempre representaram a privatização, o atraso, a política de rebaixamento salarial dos trabalhadores e a péssima qualidade de vida para a sociedade em geral (PSDB, DEM). O caminho dos verdadeiros socialistas ideológicos será longo e penoso, no processo de conscientização, tendo que separar Lula de ideais de esquerda, afinal Lula e José Alencar é a perfeita aliança neoliberal, prova do apoio brasileiro a ações internacionais de Bush, e sua ocupação no Haiti.
Se as eleições municipais pelo país vieram desenhar o que será em 2010, no entorno sul de Brasília as esdrúxulas alianças e crimes políticos foram mais evidentes, e deixaram ainda mais latente o único interesse financeiro e nada de realmente voltado à população. O que dizer, por exemplo, do DEM e PT juntos em Cidade Ocidental na eleição de Alex Batista do PR para Prefeitura? Ou o PCB e PC do B estarem coligados numa chapa do PSDB e DEM para a prefeitura de Valparaiso de Goiás elegendo Leda Borges e Adolfo Lopes? Ou assassinatos a candidatos a vereadores em Águas Lindas?
Em todas as cidades do entorno se viu de tudo. Voto vendido por 20, 30, 40, 50 reais; ou, um botijão de gás, material de construção e até consultas médicas. Uma verdadeira calamidade.
Presenciamos também campanhas milionárias para Câmaras Municipais, onde um salário de Vereador em quatro anos de mandato jamais conseguirá repor os gastos de campanha. Então quais são os verdadeiros interesses por trás?
Caciques políticos com biografias marcadas por denuncias de corrupção também invadiram o entorno nas eleições de nomes importantes em Águas Lindas, Valparaiso de Goiás, Novo Gama, Luziânia, Cidade Ocidental, por exemplo. Nomes como Joaquim Roriz, Roberto Jéferson, Tático... Foram figurinhas certas nas ostensivas campanhas majoritárias, demonstrando articulações políticas capitalistas, vislumbrando muito lucro a banqueiros, especuladores imobiliários e usineiros, privatizando estatais e setores públicos (Leda em Valparaiso irá privatizar o setor de limpeza urbana gerando desemprego e enfraquecimento do movimento dos trabalhadores), perseguindo e precarizando cada dia mais a dignidade da sociedade e suas necessidades básicas.
Candidatos financiados pela empresa Anapolina, detentora há anos do total e péssimo serviço de transporte oferecido à população que sofre com atrasos, ônibus velhos, número reduzido de carros e linhas que não atende plenamente a todos os itinerários, prevendo aí a continuidade de tal monopólio ruim e deficiente a população. Enfim, é tanta sujeirada que fica difícil discriminar apenas algumas em linhas gerais, mas o fato é que um item foi fundamental nessas eleições municipais. O poder econômico. Candidatos a prefeitos e vereadores não ganharam mandatos públicos, e sim compraram literalmente. A eleição não foi baseada em propostas concreta para melhoria das cidades, e sim para quem poderia pagar mais pela fatia do bolo. Uma promiscuidade só.
Um dos bons caminhos seria uma profunda reforma política com financiamento publico de campanha, estipulando um teto de gastos eleitorais, além de equilibrar campanhas. Quem sabe assim pudéssemos eleger realmente candidatos do povo, compromissados com questões sociais sérias e de interesse da população, e não apenas candidatos interessados em triplicar suas próprias vidas econômicas.
Escrito pelo professor Weslei Garcia de Paulo, militante do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL em Valparaíso de Goiás.
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