sexta-feira, 16 de abril de 2010

WESLEI GARCIA: O ROMANCE É COMO BRINCAR DE DEUS!

Por Menezes y Morais *
O romancista taguatinguense Weslei Garcia, 27 anos, autor de Um Alguém Especial, vê a literatura como “A possibilidade tornar a nossa vida um pouco de fantasia, a liberdade da alma humana”.
Através dela, o escritor acredita que o leitor (e o autor) têm condições de “fugir dos problemas do dia a dia, do cotidiano. Você se libera, você sonha, o que é belo, a sua imaginação voa”.
Certos políticos – acrescentou – “utilizam a ideologia em proveito próprio. No romance você brinca de Deus. Sempre estudei em escola pública, defendendo a educação publica de qualidade, que infelizmente a gente não tem, mas eu defendo muito”.
Personagens
Em Um Alguém Especial, declarou, “Os personagens vão acontecendo as dramas é bem contemporâneo público juvenil, mais jovem, mas não só. Em 1997 participei de um concurso promovido pelo GDF – Governo do Distrito Federal em parceria com a Asefe – Associação dos Servidores da Fundação Educacional. Eu tinha 14 anos. Um poema. Daí comecei escrever e não parei mais”.
Em 2008, Weslei Garcia publicou a primeira obra. “Tenho mais três romances inéditos. Sou Pedagogo, parei no curso de Direito, quinto semestre, pretendo retomar”.
Léon Tolstói

Weslei Garcia, preparando um novo romance.
– Meu autor predileto é Léon Tolstói. Eu gosto muito dos romances Guerra e Paz, e Ana Karênina. Por quê? Tolstói morreu em 1910, sete anos da revolução russa, e ainda assim ele tinha uma visão além do seu tempo. Sou fascinado por ele. É um pacifista. Sou fascinado por ele.
Da Rússia para Brasília (DF), o escritor se declarou triste com os escândalos políticos de corrupção que foram revelados ao País pela Polícia Federal, com a Operação Caixa de Pandora.
“Brasília ainda está engatinhando, na minha opinião, tanto culturalmente quanto em qualquer aspecto. Brasília ainda está muito ligada ao seu povo com a questão da política. Infelizmente nos no Centro-Oeste somos muito vinculado a política”.

Weslei Garcia, filho de Taguatinga produz literatura com a cara do DF.
Alguns ramos da cultura – acrescentou – “a nossa cidade foge à regra. A música principalmente, é vitrine no país inteiro. Estamos em construção. Não somos uma geração de pioneiros, somos filhos de pioneiros. A gente começa paulatinamente a construir algo mais sustentável para o público, com a cara de Brasília”.
Livro novo
O que você está escrevendo? “Um romance chamado Um Novo Amanhecer. Trata sobre esquizofrenia, a questão do câncer, entre os personagens, tudo permeável pela espiritualidade. Somos frutos de alguma coisa”.
“Meu pai é mineiro e minha mãe nasceu no DF, no Gama. Ele comerciante e ela professora da Fundação Educacional. Tive um ambiente cultural em casa, minha mãe é meu pilar, minha incentivadora. Ela foi fundamental nesse processo todo”.
Você acredita na literatura como instrumento de libertação? “Eu acho que hoje a única coisa que, sem duvida, só a educação aliada a cultura são capazes de libertar homens e transformar a sociedade. Nada fora disso. Fora disso é hipocrisia”.
Relações humanas
Editado em 2008, 224 p, 1a edição, Um Alguém Especial é um romance que trata sobre as complicadas relações humanas.Onde não entendemos ao certo quem somos, o que queremos e o que defendemos. Confiança, amor, traição, medo, ganância, mentiras, fraquezas, arrogância e humildade são temas desta ficção cheia de segredos e surpresas do inicio ao fim.
Um Alguém Especial narra a história de Letícia Mesquita, uma mulher bonita, jovem, casada com o poderoso empresário Gilberto Mesquita e mãe de dois filhos: Mateus e Priscila.
Assassinato
Sua vida era quase perfeita até que tudo começa a desmoronar a partir do misterioso assassinato de seu marido. Com a morte de Gilberto, Letícia é envolvida num perigoso mundo de segredos ainda nunca revelados.
Descobre o relacionamento torpe de seu marido com a ambiciosa Suzanne, e o envolvimento de seu filho com drogas, além de ser apontada pela polícia como principal suspeita de um crime que não cometeu.
Tráfico de drogas, corrupção, traição, ambição e assassinatos são doses de problemas que ela passa a enfrentar.
Tendo que assumir todo controle dos negócios de Gilberto, Letícia ainda não poderia imaginar que Rodrigo, sócio e amigo de Gilberto, estaria a anos usurpando do patrimônio de sua família. Mas de repente quando tudo parecia perdido, surge uma luz no fim do túnel.
Lucas Jeliel é um professor que acaba envolvendo Letícia num insólito romance, recheado de suspense. Misterioso, ele se mostra uma verdadeira fortaleza ao lado de Letícia, ao mesmo tempo em que levanta várias incógnitas acerca de seus reais interesses.
Letícia precisa agora tomar decisões importantes e ter força e discernimento para enfrentar o que ainda lhe aguarda.
* Menezes y Morais, jornalista, professor, escritor, historiador, é editor da Nós – Fora dos Eixos.
Serviço
Um Alguém Especial (Thesaurus,2009, 224 páginas, 1a edição). www.thesaurus.com.br

terça-feira, 6 de abril de 2010

PROJETO LIVRO NA RUA

O projeto “Livro na Rua”, é uma iniciativa da Thesaurus Editora de Brasília, empresa sólida há mais de três décadas na capital do país, com milhares de obras publicadas no Brasil e no mundo.
Seu mentor e signatário, Vitor Alegria, é um entusiasta e realizador da cultura em nosso país. E seu projeto, visa a valorização e incentivo de nossos alunos em trabalhar sua capacidade intelectual, cognitivo e educacional, por meio de mini-obras de escritores mundialmente consagrados, sendo distribuídos e trabalhados gratuita e livremente nas escolas publicas.
A excelência em educação, e a extrema importância dada a cultura são pilares fundamentais da Thesaurus Editora de Brasília, que agora também passa a ser parceira da Escola Municipal Araruama.

Weslei Garcia é professor em Valparaíso de Goiás, e autor do romance “Um Alguém Especial”.

domingo, 14 de março de 2010

OS 100 ANOS DO DIA 08 DE MARÇO

Sr. Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,
Há 100 anos, em 1910, a socialista alemã Clara Zetkin propôs, na 2a Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, que seguiu sendo celebrado em datas diferentes, de acordo com o calendário de lutas de cada país. A ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, é a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher. Com a revolução, muitos direitos reivindicados pelas mulheres foram pioneiramente conquistados, como o voto e elegibilidade feminina e o direito ao aborto. A partir de 1922, a celebração internacional foi oficializada neste dia.
Essa história se perdeu nos grandes registros históricos, mas faz parte do passado político das mulheres e do movimento feminista de origem socialista no começo do século passado. De lá pra cá, o Dia Internacional da Mulher transformou-se no símbolo da participação ativa das mulheres para transformar sua condição e a sociedade como um todo.
Dentro deste espírito, milhares de mulheres sairão às ruas na próxima segunda-feira, dia 8, para mais uma jornada de lutas. Em 2010, será o momento de comemorar o que já foi conquistado nesses 100 anos, mas também de mostrar que a desigualdade entre homens e mulheres persiste no Brasil, seja na divisão do trabalho doméstico, na garantia de direitos, na participação na vida política do país ou na permanência da violência contra a mulher.
A promulgação da Lei Maria da Penha sem dúvida representou um avanço no combate a essa prática, mas ainda hoje sofre inúmeros obstáculos para ser de fato implementada e legitimada. Desde o início do ano, pelo menos 9 mulheres foram assassinadas após registrarem denúncia de agressões cometidas por seus companheiros. Fatos como esses evidenciam que ainda vigora a idéia de que as mulheres são propriedade dos homens.
No mundo do trabalho, o trabalho doméstico ainda é desconsiderado economicamente. Mesmo tendo maior escolaridade que os homens, as mulheres recebem em média 71% do salário masculino. A dimensão racial também aprofunda a desigualdade. Segundo pesquisa do IBGE de 2003, as negras e pardas recebiam salários 51% menores do que o rendimento médio das mulheres brancas. No contexto da crise econômica, as mulheres foram as mais atingidas, pois ocupam a posição mais precária no mercado de trabalho.
No ranking das Nações Unidas em relação aos espaços de poder ocupados por mulheres, o Brasil ocupa hoje a 162ª posição, estando à frente apenas do Haiti, Colômbia e Belize. Enquanto na Argentina, por exemplo, 45% do Parlamento é composto por mulheres, no Brasil elas representam menos de 10%. Basta lembrar, Sr. Presidente, que desde a proclamação da República, nenhuma mulher ocupou sequer um cargo na mesa diretora desta Casa.
Outra bandeira histórica das mulheres que marcará mais um 8 de Março é a luta pela legalização do aborto, quarta causa de mortalidade materna no Brasil. Mesmo assim, nos últimos anos houve um avanço brutal do conservadorismo em relação à essa reivindicação, com ações fundamentalistas colocadas em prática aqui na Câmara dos Deputados, onde tem falado mais alto o lobby das igrejas e da bancada religiosa. Basta lembrar da CPI do Aborto, que quase foi implementada. Também passou por esta Casa o Acordo Brasil-Vaticano, que ameaça ao caráter laico do Estado brasileiro. Mais recentemente, acompanhamos o recuo do governo Lula acerca da diretriz que afirma a autonomia das mulheres em decidir sobre seu próprio corpo no Programa Nacional de Direitos Humanos 3. Senhoras e Senhores Deputados, a legalização do aborto é uma questão de saúde pública e não uma prática pra ser tratada criminalmente. Ouvi certa vez de uma feminista uma frase reveladora: "o aborto no Brasil não é proibido; é proibitivo". Ou seja, quem pode pagar por ele, interrompe uma gravidez indesejada com toda segurança em clínicas particulares. Já as mulheres pobres, muitas vezes, sequer são socorridas em hospitais públicos após sofrerem consequências de um aborto realizado em más condições. É hora de acabar com esta hipocrisia!
Por fim, prestamos nossa solidariedade às mulheres do Haiti, que após séculos de colonização e exploração e de uma catástrofe natural que assolou o país no início do ano, seguem sendo as maiores vítimas da ocupação de seu território pelas tropas brasileiras.
Que as comemorações dos 100 anos do 8 de Março fortaleçam as bandeiras das mulheres e possibilitem o resgate histórico do nascimento socialista deste Dia Internacional de Lutas, inspirando o movimento feminista e todos aqueles que participam e apóiam suas reivindicações a seguir sempre em frente na luta por uma sociedade verdadeiramente igualitária e sem opressões.
Muito obrigado.
Ivan Valente
Deputado Federal PSOL-SP

quarta-feira, 10 de março de 2010

PRODUÇÃO LITERÁRIA DE UMA ALUNA DE ESCOLA PUBLICA

A floresta e eu
Sempre tive medo da floresta. Quando dormia sonhava com aquela floresta assustadora, ela me dava calafrios.
Quando acordava tomava o café da manhã, dava bom dia para minha mamãe querida e perguntava se poderia ir à casa de meus amigos. Mamãe deixava e eu saía correndo.
Quando chegava na casa dos meus amigos, eu contava os meus sonhos assustadores para eles. Quando terminava de contar esses sonhos, eles começavam a zombar de mim. Falavam que eu era medrosa e que não tenho coragem. Eu não conseguia agüentar as provocações e saía correndo e chorando. Quando chegava em casa, mamãe me perguntava por que eu estava chorando.Eu contava tudo para ela e saía correndo para o meu quarto,chorava tanto que dava para encher um balde de tantas lágrimas.
Em seguida parava de chorar e pensava sobre o medo que estava dentro de mim. Achava que precisava tomar coragem, teria que ir até a floresta.
Ao amanhecer, antes de ir à escola, abracei mamãe, saí de casa, olhei para a casinha que amava tanto e peguei o caminho para a floresta. No caminho meu coração estava a cem por hora querendo sair e explodir. Virava a cabeça e olhava a minha cidade e chorava e dava vontade de desistir, mas pensava bem e achava melhor não desistir, pois tinha que tirar esse medo tão grande de mim. Deus estava me ajudando a tomar coragem.
Entrei na floresta ouvi barulhos, fiquei com medo, e quando corri assustada caí e fechei os olhos. Quando abri os olhos fiquei completamente admirada era a coisa mais linda que eu já vi. Lá tinha uma lagoa, pássaros, girafas e muitos macacos. Fiquei lá sentada olhando a paisagem e depois peguei o caminho para a casa.
Quando eu estava no meio do caminho fiquei pensando no que vi na floresta. Pensei que lá era perigoso, mas também existem belezas e assim aprendi uma lição: em todos nós existe um medo, mas devemos acreditar em nós mesmos e vencer esse medo. Assim pude voltar à escola confiante.
Chegando na escola, meus colegas continuaram a mexer comigo mas desta vez simplesmente sorri e continuei andando sem precisar provar para eles a minha coragem.O importante é o que eu sei porque aprendi que nós devemos acreditar em nós mesmos.
Autora: Rayane Cataryne Braz Lucateli
Idade: 9 anos

sábado, 6 de março de 2010

SINOPSE DO ROMANCE UM ALGUÉM ESPECIAL

Este é um romance que trata sobre as complicadas relações humanas. Onde não entendemos ao certo quem somos, o que queremos e o que defendemos. Confiança, amor, traição, medo, ganância, mentiras, fraquezas, arrogância e humildade são temas desta ficção cheia de segredos e surpresas do inicio ao fim.Um Alguém Especial narra a história de Letícia Mesquita, uma mulher bonita, jovem, casada com o poderoso empresário Gilberto Mesquita e mãe de dois filhos: Mateus c Priscila.Sua vida era quase perfeita até que tudo começa a desmoronar a partir do misterioso assassi¬nato de seu marido. Com a morte de Gilberto, Letícia o envolvida num perigoso mundo de segredos ainda nunca revelados. Descobre o relacionamento torpe de seu marido com a ambiciosa Suzanne e o envolvi¬mento de seu filho com drogas, além de ser apontada pela polícia como principal suspeita de um crime que não cometeu.Tráfico de drogas, corrupção, traição, ambição e assassinatos são doses de problemas que ela passa a enfrentar.Tendo que assumir todo controle dos negócios de Gilberto, Letícia ainda não poderia imaginar que Rodrigo, sócio e amigo de Gilberto, estaria a anos usurpando do patrimônio de sua família. Mas de repente quando tudo parecia perdido, surge uma luz no fim do túnel.Lucas Jeliel é um professor que acaba envolvendo Leticia num insólito romance, recheado de suspense. Misterioso, ele se mostra uma verdadeira fortaleza do lado de Letícia, ao mesmo tempo em que levanta várias incógnitas acerca de seus reais interesses.Letícia precisa agora tomer decisões importantes e ter força e discernimento para enfrentar o que ainda lhe aguarda.

O romance Um Alguém Especial foi tema de trabalho e avaliação na escola Municipal Ayrton Senna, em Valparaíso de Goiás, sob a supervisão das professoras Gislaine Araujo e Antonia. O livro teve também seu texto adaptado para uma encenação teatral no final de 2009 pelas mesmas professoras.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

AFINAL, QUAL É O VALOR DO PISO?

Uma polêmica continua sem solução, tumultuando a vida dos gestores estaduais e municipais e, especialmente, dos professores.O MEC solicitou o aval da Advocacia Geral da União e defende que o piso em 2010 deve ser R$ 1024,67. Este valor é alcançado aplicando uma correção de 7,9%. Esta correção é igual ao reajuste projetado para o valor mínimo por aluno em 2009 e conta da Portaria Interministerial nº 788 de 2009. Portanto, a tese do MEC é que o reajuste do piso em 2010 deve ser igual a correção do valor por aluno do ano anterior.A CNTE afirma que o valor do piso deveria ser de R$ 1.312,85. A entidade sindical chega a este valor aplicando uma correção de 19,2% em 2009 e de 15,9% em 2010. Para usar 19,2% no ano passado a CNTE se baseia na correção do valor por aluno que consta da Portaria Interministerial nº 221 de março de 2009.Vamos reler a Lei do Piso:Art. 5o O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009.Parágrafo único. A atualização de que trata o caput deste artigo será calculada utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007.Não está dito na lei em nenhum local que a correção do piso deve ser feita pelo índice da correção do valor por aluno do ano anterior. Fala textualmente que “será calculada utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno”. Ora, em dezembro de 2009 o MEC publicou a Portaria Interministerial nº 1227, onde projeta o valor por aluno em R$ 1415,97. Por que este valor, que presidirá o montante de recursos efetivamente recebidos pelos estados e municípios, deve servir apenas para reajustar o piso em 2011? Não tem lógica.Da mesma forma, não podemos utilizar o valor de reajuste previsto numa portaria que foi revogada por queda na arrecadação, pois efetivamente os estados e municípios não receberam 15,9% de reajuste e sim receberam 7,9% em 2009.A minha humilde posição é que o valor correto do piso para o magistério em 2010 deve ser R$ 1.187,96, valor alcançado corrigindo o valor de R$ 950,00 (de 2008) por 7,9% em 2009 e 15,9% em 2010.Infelizmente a minha opinião é apenas mais uma opinião e até agora não li nenhum Decreto Presidencial ou Portaria Ministerial determinando o valor, providência que tranqüilizaria gestores estaduais e municipais.
Luiz Araujo é especialista em educação, e ex Secretário Municiapl de Educação em Belém do Pará.
Texto retirado do blog do Luiz Araujo

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nota do PSOL-DF


A PRISÃO DE ARRUDA NÃO BASTA. TODOS OS CORRUPTOS DO GOVERNO E DA CÂMARA LEGISLATIVA DEVEM IR COM ELE PARA A PAPUDA !


A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinando o afastamento e a prisão de Arruda, chefe da quadrilha que assaltou os cofres do GDF, juntamente com a maioria dos deputados distritais, infelizmente ainda não resolve a gravíssima crise que abalou a situação política na capital da República.

Não resolve porquê o produto do roubo dessa quadrilha, que ultrapassa seguramente mais de um bilhão de reais, não está sendo recuperado pelas autoridades e ressarcido aos cofres públicos, além de estar deixando de fora vários envolvidos no esquema fraudulento.

O PSOL – Partido Socialismo e Liberdade confia na Justiça e espera que todos os envolvidos no esquema sejam presos, julgados, condenados, e que sejam obrigados a devolver cada centavo que roubaram de nosso povo, além de ficarem proibidos para sempre de concorrerem em qualquer processo eleitoral em nossa capital e em qualquer canto do país.

Continuaremos unidos com todos os setores da sociedade e dos movimentos organizados para exigir a prisão de todos os corruptos do Distrito Federal. O nosso povo é honesto e trabalhador. É a minoria de parasitas e exploradores, como essa quadrilha chefiada por Arruda e Paulo Otávio, que se utilizam da boa fé de nossa gente para se perpetuarem no poder.

O PSOL do Distrito Federal se solidariza com todos os cidadãos de bem que, desde o início da mobilização do movimento “Fora Arruda”, principalmente nossa juventude, tem incansavelmente lutado e denunciado a podridão que tomou conta do Distrito Federal.

Brasília, 11 de fevereiro de 2010


ANTÔNIO CARLOS DE ANDRADE (TONINHO)
Presidente do PSOL-DF